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São Paulo não terá Salão do Automóvel em 2020

06

mar
2020

Em risco de ser cancelada pelas ausências de importantes marcas, a próxima edição do Salão do Automóvel de São Paulo não será realizada entre os dias 12 e 22 de novembro, como previsto. A Reed Alcântara Machado, organizadora da feira, e a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) confirmaram oficialmente que o evento não ocorrerá em 2020.

A organização espera realizar o evento em 2021 em outro formato. No entanto, a data precisa ser definida em acordo com a Oica, entidade internacional que organiza o calendário oficial dos salões automotivos.

A Anfavea afirma que o adiamento do Salão do Automóvel é um consenso entre as montadoras. A entidade que representa as fabricantes diz que ainda precisa saber como serão os novos moldes e as datas do evento.

O Salão do Automóvel de São Paulo é realizado a cada dois anos desde 1960. A edição deste ano começou a ficar ameaçada após a BMW desistir de participar da feira. Depois disso, outras 14 marcas também anunciaram suas ausências.

Outras empresas importantes, como a Fiat Chrysler Automóveis e Volkswagen, decidiram rever suas participações no salão, inclusive tentando intermediar um acordo entre as montadoras e a organização para promover uma mudança no formato.

Até o anúncio do adiamento do salão, a Reed Alcântara Machado afirmava que o evento seria realizado com empresas de tecnologia substituindo as montadoras desistentes. No entanto, a realização do salão ficou financeiramente inviável sem as fabricantes de automóveis.

O adiamento do Salão de São Paulo retrata o difícil momento dos salões automotivos mundo afora. Feiras tradicionais, como as de Frankfurt (Alemanha), Paris (França) e Tóquio (Japão) vêm sofrendo baixas com as ausências de montadoras por razões financeiras.

Neste ano, os salões de Genebra (Suíça) e Pequim (China) foram cancelados devido a epidemia do coronavírus.

No caso de São Paulo, a maior queixa das montadoras é justamente o alto custo de locação, montagem e logística dos estandes. Os valores podem variar entre R$ 4 milhões a R$ 20 milhões, dependendo da infraestrutura.

Fotos: Divulgação