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Veja como não perder a cobertura do seguro em caso de enchente

10

fev
2020

As constantes chuvas que atingem boa parte do Brasil nos últimos dias causam diversos transtornos à população, incluindo os motoristas, que podem ser pegos de surpresa por enchentes repentinas. Dependendo do alagamento, o dono de um carro danificado pela água pode ter de arcar com uma higienização e reparos ou até mesmo a perda total do veículo, que ocorre quando o motor é atingido e o orçamento do conserto ultrapassa 75% do valor de indenização definido pela apólice de seguro.

Há muitas dúvidas sobre a cobertura que envolve fenômenos da natureza. No caso de enchentes as seguradoras são obrigadas a oferecer cobertura, mesmo nos planos mais básicos, para ocorrências em que o carro fica total ou parcialmente submerso em água doce. Mas para não perder a indenização, o proprietário deve observar certas regras e cuidados com as condições gerais do contrato com a seguradora.

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“No entanto, o motorista não pode agravar o risco de dano ao veículo. Por isso, jamais tente atravessar uma enchente. O ideal é, se possível, colocar o carro em local seguro o nível da água baixar”, recomenda Gutemberg Fragoso, CMO da Compara Online, empresa de tecnologia especializada na venda online de seguros e produtos financeiros.

Tentar atravessar áreas alagadas é perigoso e ainda há o risco de perder a cobertura do seguro

“Se o carro estiver estacionado, seja na rua ou na garagem, e for acometido por uma enchente ou até mesmo por uma árvore que caiu sobre o veículo durante a chuva, o seguro vai cobrir os danos. Dependendo do que indique o laudo, o sinistro pode até ser qualificado como perda total e ressarcido integralmente pela seguradora. No entanto, se no laudo ficar comprovado que o motorista expôs o veículo a um risco, ou seja, decidiu passar por uma rua que já estava alagada, o seguro não vai cobrir”, alerta Fragoso.

Segundo o executivo, não é necessária a contratação da cobertura adicional para que o seguro cubra danos causados por enchentes. Mesmo na cobertura básica, que compreende apenas colisão, incêndio e roubo, o segurado já tem direito a esse benefício desde que não se exponha ao risco. Para os casos em que o prejuízo não seja superior ao valor da franquia, algumas seguradoras oferecem a higienização do veículo.

“Vale ressaltar que o seguro para pessoas que moram em regiões com frequentes alagamentos é sempre mais caro. Por isso, é importante não omitir o endereço verdadeiro na hora de contratar para não correr o risco de não ser indenizado. E quem não tem seguro deve lembrar que a prefeitura não indeniza o prejuízo e o gasto com limpeza e reparos é alto”, finaliza Fragoso.

Veja abaixo dicas para não perder a cobertura do seguro em caso de enchente:

– Não tente atravessar a área alagada. Além de arriscado, o proprietário pode perder a cobertura do seguro do veículo.

– Se possível, evite regiões de risco de enchente. Se for pego de surpresa, procure uma região mais alta e segura para estacionar e esperar o escoamento da água.

– Caso não consiga fugir da área alagada, desligue o motor do veículo para evitar que ele aspire água e seja danificado pelo calço hidráulico. Nesse caso, o motor pode travar e será necessário fazer uma retífica. Isso evitará prejuízos maiores e os danos ficarão restritos ao estofamento e parte elétrica.

– Leia a apólice de seguro com atenção. Veja o que está coberto e quais são as exigências para não perder a indenização. Mesmo os planos mais básicos são obrigados a oferecer cobertura contra enchentes.

– Responda o questionário de contratação da apólice corretamente. Se o proprietário informar que o carro fica sempre guardado em estacionamento e for atingido pela enchente quando estiver estacionado na rua, a seguradora não pagará pelos danos. Isso também vale se o endereço residencial do proprietário não for o mesmo informado na apólice.

O carro foi pego pela enchente? Saiba o que fazer ?

 Ao chegar com o veículo na oficina escolhida, a primeira coisa é verificar a existência de problemas mecânicos. Como já mencionado, a água pode ter entrado nos cilindros, afetado pistões, reservatório do óleo do motor e demais fluídos.

 O ideal é que o profissional da oficina cheque todas as possibilidades e faça uma limpeza geral nos componentes. Assim, você evita o tão temido calço hidráulico (que é a entrada de líquido na câmara de combustão) e que pode sair caro para reparar.

 Outra dica é checar se há problemas elétricos. Peça para o mecânico avaliar a bateria, alternador, bobinas, módulos eletrônicos, sensores e demais contatos que utilizam eletricidade.

 E não há como ignorar a questão da higienização, nos casos em que entrou água no veículo. Existem diversos tipos de serviços disponíveis no mercado, inclusive, com preços variados. É importante pesquisar o que mais te agrada.