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Com inovações exclusivas até hoje na categoria, Ford Pampa foi a Strada dos anos 80 e 90

17

jan
2020

Se atualmente a longeva Fiat Strada lidera, com folga há 20 anos, o segmento de picapes pequenas por sua versatilidade, nas décadas de 1980 e 1990 esse papel foi desempenhado pela Ford Pampa. A picapinha derivada da segunda geração do Corcel fez tanto sucesso a ponto de dominar a categoria durante os 15 anos em que foi produzida.

A Pampa foi atração do Salão do Automóvel de 1982 como o terceiro membro da família formada pelo sedã Corcel II e a perua Belina. Para atender a proposta de veículo de carga, o modelo teve o entre-eixos alongado de 2,44 metros para 2,58 m, favorecendo o espaço da então maior caçamba da categoria.

O compartimento ainda contava com ripas de madeira para a proteção do assoalho. Diferentemente das rivais Chevrolet Chevy 500 e Volkswagen Saveiro, que usavam suspensão traseira com eixo rígido e molas helicoidais, a Pampa adotava molas semielípticas, mais eficientes e robustas para o transporte de carga (a capacidade máxima era de 600 kg).

Em 1984, o motor CHT 1.6 ganhou melhorias e o câmbio manual de cinco marchas foi reescalonado. O propulsor entregava 63 cv de potência com gasolina ou 72 cv na versão movida a etanol.

Outra novidade era a maior garantia contra corrosão: três anos. Na época, os carros nacionais sofriam com a ferrugem por conta dos processos menos avançados de tratamento e pintura da carroceria.

No mesmo ano, a Pampa ganhara (junto com a Belina) a versão 4×4, configuração única até hoje entre as picapes pequenas. A Ford era equipada com um sistema, acionado em uma alavanca no console, para uso temporário em pisos de baixa aderência a velocidade de até 60 km/h.

A Pampa 4×4 contava com câmbio de quatro marchas, banco inteiriço e tanque adicional para mais 40 litros de combustível na variante a etanol. A grade frontal do modelo foi incorporada nas demais versões (L, GL e Ghia).

Em 1990, durante o período da Autolatina (joint venture formada entre a Ford e a Volkswagen de 1987 a 1996), a picape recebeu o motor AP 1.8 de 91 cv nas configurações L, GL e Ghia – o CHT 1.6 foi mantido nas L e GL 4×4.

Um ano depois foi introduzida a versão S com motor 1.8 e visual mais esportivo, com rodas exclusivas, faixas laterais, spoiler dianteiro, faróis de neblina, janela traseira corrediça, bancos individuais, vidros, travas e espelhos elétricos, além de ganchos e borrachas de proteção na caçamba.

Em 1992, a Pampa passou a sair de fábrica com uma grade frontal idêntica à do sedã Del Rey. Dois anos depois, o motor 1.8 ficara mais eficiente com a adoção do carburador eletrônico.

A versão 4×4 saiu de linha em 1995, restando as configurações L 1.6 e 1.8, GL 1.8 e S 1.8, todas com tração apenas dianteira.

A Pampa teve a produção encerrada em 1997, quando recebeu o motor 1.8 com injeção eletrônica, após mais de 380 mil unidades produzidas. O modelo foi substituído pela Courier, picape derivada do Fiesta.

Fotos: Divulgação