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Christine, o Carro Assassino ganha réplica com motor de 1.013 cv

12

nov
2019

O Plymouth Fury teve sete gerações produzidas entre 1955 e 1989, mas o modelo de 1958 ganhou maior notoriedade após estrelar o filme de terror Christine, o Carro Assassino (1983), baseado no livro Christine de Stephen King.

O belo cupê saía da fábrica com o motor Golden Commando V8 de 305 cv, potência mais que suficiente para desfilar a estilosa carroceria repleta de cromados e com traseira estilo rabo de peixe pelas ruas norte-americanas no final dos anos 1950.

Insatisfeitos com o desempenho do Fury original, o pessoal do reality show Graveyard Carz decidiu criar uma réplica de Christine, mas com uma grande diferença: o motor Golden Commando foi substituído pelo insano Hellephant desenvolvido pela Mopar (divisão de componentes de alto desempenho da Chrysler).

O Hellephant nada mais é que um enorme V8 de 426 polegadas cúbicas (cerca de 7.0 litros) sobrealimentado com um compressor mecânico. Segundo a Mopar, a usina de força gera nada menos que 1.013 cv de potência e 131,3 kgfm de torque.

Para comportar o novo motor, o carro teve de receber diversos componentes modernos, como escapamento Magna Flow e eixos de liga leve, entre outros componentes reforçados.

Além dos gastos com peças e serviços de restauração, o Graveyard Carz teve de desembolsar mais de US$ 30 mil (cerca de R$ 120 mil na cotação atual) pelo Hellephant.

Dados de desempenho não foram informados, mas esse Plymouth Fury certamente será mais usado como carro de imagem em eventos, tanto que foi uma das atrações do SEMA Show, na semana passada.

A título de curiosidade, todos os 5.300 Plymouth Fury 1958 foram fabricados na cor bege com acabamento dourado. John Carpenter, diretor de Christine, o Carro Assassino, decidiu criar um modelo vermelho para dar um ar mais sinistro ao “personagem”. Segundo entusiastas norte-americanos, acredita-se que tenham restado somente 41 exemplares do cupê.

Fotos: Graveyard Carz e Autoblog

Sobre o autor

Editor. Começou a trabalhar no Carsale em 2012, mas gosta e acompanha o universo automotivo desde que se conhece por gente. Prefere carros compactos e práticos, mas se diverte da mesma forma quando avalia um utilitário no fora-de-estrada ou acelera um superesportivo num autódromo.