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Longe da crise brasileira, edição especial do Fiat 500 lembra que a vida é doce

22

jul
2019

O Fiat 500 foi lançado no Brasil com pompa e circunstância em 2010, três anos depois de ressurgir das cinzas na Europa, onde o Cinquecento original (de 1957) foi um dos carros mais importantes do pós-guerra. O modelo também marcou a reentrada da Fiat no mercado dos Estados Unidos, no final do mesmo 2010.

A marca italiana agora opera por lá sob o guarda-chuva FCA (Fiat Chrysler Automobiles) e mantém um relativo sucesso com a linha derivada do compacto (como a perua 500L).

Na Europa, o 500 é um best-seller, liderando os emplacamentos da Fiat já há dois anos. A família 500, que inclui além do L o crossover X, já cravou 3 milhões de unidades vendidas.

Desde 2017, porém, o 500 deixou de ser oferecido pela Fiat no mercado brasileiro. Foi vítima de uma crise econômica que, de modo geral, a indústria automotiva local fez de conta que acabou após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016. Por ora, não há planos de retomar a importação (o carrinho jamais foi feito no Brasil — vinha da Polônia e depois do México).

Mercados periféricos à parte, o 500 já teve mais de 30 edições especiais desde seu relançamento, e acaba de ganhar mais uma na Europa: o 500 Dolcevita.

O tema do carrinho, que completa 62 anos de vida em suas duas encarnações, é a Riviera Italiana dos anos 1960. O teto listrado, por exemplo, é uma citação das cadeiras de praia da época. No interior, temas em imitação de vime homenageiam as esteiras usadas pelos banhistas. O nome, que traduz-se como “doce vida”, é título de um clássico do maior cineasta italiano da história, Federico Fellini.

Segundo a Fiat, a edição Dolcevita é para clientes que buscam “exclusividade e elegância”. Estas, segundo a marca, estão nos detalhes: insígnia cromada com o nome da edição em letra cursiva, moldagem cromada do capô, tampas dos retrovisores também cromadas… Além, é claro, das listras alusivas à Riviera (foto abaixo).

As rodas de liga de 16 polegadas, no entanto, são diamantadas. A edição tem variações hatchback e conversível, sendo que a primeira traz o teto de vidro Skydome. As opções de motor são o Twin Air 0.9 de 85 cavalos, e o 1.2 de 69 cv.

Imagens: divulgação

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