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GM mostra 8ª geração do Chevrolet Corvette, só automático e com motor central

19

jul
2019

A General Motors apresentou na noite desta quinta-feira (18) a oitava geração do esportivo Chevrolet Corvette, ano-modelo 2020. A principal novidade é a mudança no posicionamento do motor — agora, como na maioria dos superesportivos, o V8 é central, posicionado atrás da cabine (e visível através de uma janela de vidro).

O motorzão é um 6.2 aspirado, capaz de entregar 502 cavalos de potência e 65 kgfm de torque. A GM não apresentou os dados de performance, mas o novo Corvette deve partir da imobilidade e chegar aos 100 km/h em menos de 3 segundos. O gerenciamento do motor fica a cargo de uma transmissão de dupla embreagem com oito velocidades — não há mais opção de transmissão manual.

Também não está definido o preço, mas a cúpula da GM fala em uma configuração de entrada partido de menos de US$ 60 mil. A sétima geração do Corvette, ainda oferecida no site da montadora, parte de US$ 55.900 na versão Stingray, mas com o câmbio manual agora abandonado.

No entanto, vários itens mais sofisticados — suspensão ajustável, spoiler traseiro, diferencial eletrônico, freios superdimensionados, pneus especiais, amortecedores magnéticos — só estarão disponíveis a partir da segunda versão (inicialmente serão três), o que sugere um dramático aumento de preço entre a de entrada e esta.

Numa tentativa de manter os valores dentro do razoável para o entusiasta americano, a GM construiu o C8 (apelido desta geração) em alumínio, com apenas algumas partes em fibra de carbono — que é o material dos supercarros. O peso do carro ficou em 1.525 kg.

VÍDEO OFICIAL DO NOVO CORVETTE (SEM EDIÇÃO):

A migração do motor da dianteira para o centro empurrou o cockpit para a frente, em 42 centímetros. O espaço na dianteira permitiu a criação de um pequeno porta-malas, que — como é típico nessa categoria de veículos — poderá levar algumas bolsas ou uma mala de bordo.

A cabine do novo Corvette traz um cockpit projetado para que o motorista se sinta 100% no comando (afinal, este é um carro para ser desfrutado sozinho), com os instrumentos e comandos posicionados para melhorar a visibilidade. O painel é 100% digital e há uma tela tátil de 12 polegadas.

Como se trata de um supercarro, não há sistemas de condução autônoma. A coisa mais parecida com isso é um dispositivo que dá uma levantadinha na frente do Corvette, para evitar (dolorosas) raspadas na parte inferior. Ele recebe dados de GPS e pode ser programado para atuar em determinados locais — na entrada da garagem, por exemplo.

A fabricação do Corvette 2020 começa no final deste ano, na unidade de Bowling Green, no Kentucky. Mais informações devem ser divulgadas ao longo das próximas semanas. E não duvide que o presidente Donald Trump tente faturar em cima do lançamento desse carro tão americano.

Imagens: divulgação