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Custo do carro autônomo força união de rivais BMW e Mercedes, Volks e Ford

12

jul
2019

Rivais, mas nem tanto: poucos dias depois de as alemãs BMW e a Daimler — esta, controladora da Mercedes-Benz — assinarem acordo de longo prazo para o desenvolvimento de tecnologias de condução autônoma e sistemas de assistência ao motorista, nesta sexta-feira (12) Ford e Volkswagen anunciaram uma parceria com a mesma finalidade.

O objetivo, nos dois casos, é reduzir custos de desenvolvimento e de produção.

A alemã Volks fará um investimento de US$ 2,6 bilhões na start-up de veículos autônomos Argo, que já havia recebido um aporte da Ford em 2017. O valor do investimento da Volks divide-se em US$ 1 bilhão em capital, e US$ 1,6 bilhão em ativos.

Assim, Volks e Ford tornam-se sócias na Argo, já que a montadora alemã adquiriu US$ 500 milhões em ações que pertenciam à marca do oval azul. Cada uma vai controlar cerca de 30% da empresa, e 40% ficam com os fundadores e um grupo de funcionários.

Ford investiu na Argo já em 2017

Ford investiu na Argo já em 2017

Como parte do acordo, a Ford passa a ter acesso à plataforma MEB da Volks, variante da modular MQB adaptada a veículos elétricos (que, em geral, possuem um motor em cada eixo e precisam de amplo espaço para acomodar a bateria). Segundo as primeiras informações, a meta da Ford é produzir 600 mil carros elétricos (que podem, ou não, ser autônomos) sobre esta plataforma ao longo de seis anos.

PARCERIA PREMIUM — O caso de BMW e Mercedes é menos parecido com uma sociedade entre as empresas. Segundo um comunicado da BMW, trata-se de uma parceria que é “fundamental para a mobilidade do futuro e representa uma cooperação estratégica cujo objetivo é disponibilizar no mercado essas tecnologias nos veículos em série a partir de 2024″.

As duas empresas querem implementar novas tecnologias autônomas em áreas urbanas, algo essencial para que a comunicação entre carros e os equipamentos viários locais, bem como entre eles — lembrando que tudo isso depende da futura internet 5G.

As pesquisas, no entanto, estão sendo conduzidas de forma independente: a BMW trabalha numa unidade dedicada a veículos autônomos perto de Munique; por parte da Daimler, os trabalhos são divididos entre um departamento do grupo e outro específico da Mercedes.

Parcerias com outras empresas se concentrarão no desenvolvimento de uma “arquitetura escalável para sistemas de assistência ao motorista” — o que inclui a criação de softwares proprietários.

A BMW vem trabalhando com direção autônoma desde 2006 e, atualmente, tem mais de 70 veículos em teste com essa tecnologia ao redor do mundo. O primeiro produto será o BMW iNEXT, em 2021. Já a Mercedes prometeu, em 2013, que em 2020 teria capacidade de lançar um carro 100% autônomo.

Imagens: divulgação
Com agências