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Agora só a diesel, Ford Ranger 2020 traz visual europeu, mais tecnologia e preços iguais

25

jun
2019

A Ford Ranger 2020 foi apresentada à imprensa especializada na Argentina – onde é produzida para abastecer o mercado latino-americano – com novidades visuais e de conteúdo. A picape média começa a ser vendida no Brasil em agosto apenas com motorização a diesel (92% do segmento), mantendo os preços da linha 2019 (veja abaixo).

A versão de entrada XL 2.2 turbodiesel, por ora, tem apenas o preço da configuração cabine dupla com câmbio manual e tração 4×4 (R$ 132.320) divulgado no site da Ford. Mas o modelo voltado a frotistas manterá as variantes cabine simples com caçamba e chassi para a instalação de implementos.

Ranger XLS 2.2 turbodiesel AT6 4×2 CD – R$ 128.250
Ranger XLS 2.2 turbodiesel MT 4×4 CD – R$ 147.520
Ranger XLS 2.2 turbodiesel AT6 4×4 CD – R$ 154.520
Ranger XLT 3.2 turbodiesel AT6 4×4 CD – R$ 176.420
Ranger Limited 3.2 turbodiesel AT6 4×4 CD – R$ 188.990

Esteticamente, a Ranger adota o facelift que estreou na Europa em janeiro. As mudanças são basicamente a nova grade frontal com duas barras horizontais na parte interna, o para-choque dianteiro redesenhado e uma nova disposição de luzes dos faróis – com iluminação de xenônio e LEDs de rodagem diurna na versão topo de linha Limited.

Na parte mecânica, a principal novidade é a nova calibração da suspensão traseira, que recebeu novos amortecedores, coxins e barra estabilizadora redesenhada, para oferecer três configurações de acordo com a versão e capacidade de carga. Segundo a Ford, as mudanças foram focadas em melhorar o controle da carroceria, a dirigibilidade e o conforto dos ocupantes, tanto no asfalto quanto em situações fora de estrada.

Diferentemente do modelo comercializado na Europa, não será desta vez que a Ranger feita na Argentina ganhará o novo motor 2.0 de quatro cilindros a diesel, ofertado em variantes com um ou dois turbocompressores (170 cv e 213 cv, respectivamente).

Em nossa região, a picape mantém, na versão XLS, o propulsor 2.2 litros de quatro cilindros de 160 cv de potência e 39,2 kgfm de torque, combinado ao câmbio manual ou automático, ambos de seis velocidades – com opção de tração 4×2 apenas na XLS automática.

Já as configurações XLT e Limited estão disponíveis apenas com o motor 3.2 turbodiesel de cinco cilindros, que entrega 200 cv e 47,9 kgfm, sempre com transmissão automática e tração 4×4.

Na linha 2020, o câmbio automático foi recebeu uma nova programação para favorecer o desempenho e consumo de combustível.

Em termos de conteúdo, a Ranger vendida por aqui incrementa o bom pacote de tecnologias de assistência ao motorista. Já equipada de série com piloto automático adaptativo e sistema de permanência em faixa, a versão Limited incorpora a frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres, monitoramento de pressão individual dos pneus e sistema de reconhecimento de sinais de trânsito (imagem acima).

Em relação à concorrência, a picape da Ford é a única da categoria a sair de fábrica, desde a versão XLS, com sete airbags, sistema anticapotamento e controles adaptativo de carga e de oscilação de reboque.

Outra melhoria é a assistência por mola de torção que reduziu de 12 kg para apenas 3 kg o esforço necessário para abrir ou fechar a tampa da caçamba, agora com trava elétrica acionada pelo controle remoto da chave.

A Ford diz que todas atualizações resultaram na substituição de aproximadamente 600 componentes da picape.

Além dos equipamentos de segurança exclusivos, a Ford aposta também no menor custo de posse, considerando os preços das três primeiras revisões e da cesta de peças em comparação com as mesmas despesas de Chevrolet S10, Toyota Hilux e Volkswagen Amarok. Todas as versões da Ranger têm cinco anos de garantia (contra a cobertura de três anos das principais concorrentes).

A Ranger 2020 terá sete opções de cores: azul Belize, branco Ártico, cinza Moscou, prata Geada, preto Gales, vermelho Bari e vermelho Toscana.

ASSISTA AO VÍDEO OFICIAL DA RANGER:

STORM OU RAPTOR – A versão fabricada na Tailândia com especificações inspiradas na norte-americana F-150 Raptor será vendida na Argentina a partir de julho, mas não tem previsão de desembarcar no Brasil, já que não atende completamente a legislação local e ficaria muito caro adequá-la. Por conta das modificações na suspensão, a Ranger Raptor tem capacidade de carga inferior a uma tonelada, medida mínima exigida pela lei brasileira para utilitários a diesel.

Para o mercado brasileiro está prevista a versão Storm, baseada no conceito mostrado no Salão do Automóvel de São Paulo de 2018. A Ranger Storm chega até o final do ano possivelmente equipada com acessórios off-road, como pneus todo-terreno e snorkel para ampliar a capacidade de imersão (as versões atuais já conseguem atravessar alagamentos de 80 cm, contra a média de 60 cm das rivais).

MUDANÇAS SUTIS, MAS BEM-VINDAS – como praticamente todas as picapes a diesel, a Ranger exige pouco de seu motor para entregar desempenho bastante satisfatório por conta da boa entrega de torque a baixas rotações. A picape retoma velocidade e faz ultrapassagens com a desenvoltura de um carro de passeio, levando em consideração os seus mais de 5 metros de comprimento e duas toneladas de peso. Mas o que chama a atenção positivamente é o bom ajuste da suspensão traseira, que apresentou uma melhoria considerável no controle dos pulos da caçamba vazia em trechos acidentados. No asfalto, a picape ficou, de fato, tão confortável quanto um SUV grandalhão.

Tivemos ainda a oportunidade de guiar a versão equipada com o motor 3.2 turbodiesel e caixa manual de seis marchas, exclusiva para o mercado argentino. Nessa configuração, a Ranger se mostra um pouco mais ágil nas arrancadas. O câmbio de engates precisos, para uma picape, torna a condução mais agradável, principalmente quando é necessário ter o pleno controle do veículo (situações no fora de estrada ou rebocar implementos, por exemplo). De resto, ela é idêntica à variante automática.

Com as mudanças da linha 2020, a Ford Ranger tem atributos para melhorar a sua posição no ranking da categoria, pois entrega o que se espera de uma picape média – em termos de capacidade de carga e de rodar em locais acidentados – com o argumento de oferecer mais tecnologia embarcada e equipamentos de segurança custando até menos que as versões mais completas das principais concorrentes.

Viagem e teste-drive a convite da Ford
Fotos: Divulgação

Ficha técnica
 
CarroceriaEm aço, quatro portas, cinco lugares, montada sobre chassi de longarinas aço
MotorDianteiro, longitudinal, injeção direta, turbo, intercooler, duplo comando de válvulas de admissão e escape no cabeçote, a diesel
Número de cilindros5
Número de válvulas20 (quatro por cilindro)
Taxa de compressão15,5:1
Cilindrada3.198 cm³
Potência 200 cv a 3.000 rpm
Torque47,9 kgfm a 1.750 rpm
TransmissãoAutomática de seis marchas
TraçãoTraseira/4x4 com acionamento eletrônico e reduzida
DireçãoElétrica
Suspensão dianteiraIndependente, braços sobrepostos
Suspensão traseiraEixo rígido com feixe de molas semielípticas
Pneus e rodas265/60 R18, liga leve 18"
Freios dianteirosDiscos ventilados com ABS e EBD
Freios traseirosTambores com ABS e EBD
Tanque de combustível 80 litros
Volume da caçamba1.180 litros
Altura1,84 m
Comprimento5,35 m
Largura1,86 m (sem espelhos)
Entre-eixos 3,22 m
Peso em ordem de marcha2.261 kg
Carga útil1.009 kg
Capacidade de reboque (com/sem freios)2.680/750 kg
Ângulo de entrada28º
Ângulo de saída26º
Altura livre do solo232 mm
Diâmetro de giro12,2 m
Aceleração 0 a 100 km/h (dado de fábrica)11,6 segundos
Velocidade máxima (dado de fábrica)180 km/h

Sobre o autor

Editor. Começou a trabalhar no Carsale em 2012, mas gosta e acompanha o universo automotivo desde que se conhece por gente. Prefere carros compactos e práticos, mas se diverte da mesma forma quando avalia um utilitário no fora-de-estrada ou acelera um superesportivo num autódromo.