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GM avalia ressuscitar o jipe-tanque Hummer com eletricidade

18

jun
2019

A General Motors está avaliando a possibilidade de ressuscitar o jipe-tanque Hummer, que saiu de linha em 2010 após ser mortalmente atingido pela crise de 2008/09 — a qual colocou em xeque a preferência dos americanos por veículos grandes e beberrões.

O mundo deu voltas, e SUVs, crossovers e picapes retomaram o domínio da cena automotiva dos Estados Unidos. É nesse contexto que a GM estuda reativar a marca, mas com uma grande diferença: todos os modelos seriam 100% elétricos.

De acordo com a agência Bloomberg, o assunto ainda é tratado como um grande “talvez, quem sabe, pode ser”, e não é prioridade para o futuro mais imediato. O plano da GM com prazo definido é o já anunciado BEV3, que prevê 20 modelos elétricos, de vários segmentos, até 2023.

Picapes e SUVs grandes elétricos são parte de uma estratégia separada. É nela que os Hummer poderiam ser encaixados.

A marca não foi criada pela GM, e sim pela AM General, em 1992. A proposta inicial era oferecer uma versão civil do Humvee, veículo militar blindado que ficou famoso durante a Guerra do Golfo. A GM entrou na jogada apenas em 1998, e lançou seu primeiro Hummer próprio, o H2 (por cerca de US$ 60 mil), em 2002.

As vendas explodiram: de 768 unidades em 2001 — todas do H1, herdado da AM General — a Hummer passou a 19.600 em 2002, e mais de 35 mil em 2003. Outros dois modelos foram lançados: o H3, menor, e a picape H3T. Em 2006, a Hummer chegou ao pico de vendas: 71,5 mil emplacamentos.

O consumo de gasolina era atroz. O H3, menor e menos gastador, fazia cerca de 6,4 km/l com motor 3.5; já o H2 com motor 6.0 V8 não passava de 3,9 km/l.

Durante e após a crise, no entanto, a Hummer foi ladeira abaixo e, no ano em que fechou (depois de uma fracassada tentativa de vendê-la a um grupo chinês), emplacou menos de 4 mil unidades.

O retorno ao mercado do Hummer movido a gasolina ou outro combustível fóssil é impensável, mesmo em tempos de preços baixos na bomba do posto e de negação do aquecimento global como política de governo.

Por ora, os engenheiros da GM seguem experimentando hibridizações de estilo dos antigos Hummer com modelos da GMC, em geral maiores que os da Chevrolet. Mas jipões elétricos dispostos a chamar a Jeep para a guerra podem dar muito certo, e o presidente da GM, Mark Reuss, já disse “eu amo o Hummer” recentemente.

Imagens: divulgação