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Venda de fábrica americana do Chevrolet Cruze pode virar uma encrenca

10

mai
2019

O destino da fábrica da General Motors em Lordstown (Ohio), que produzia o Chevrolet Cruze, é mais incerto do que o presidente americano Donald Trump e a CEO da GM, Mary Barra, têm dado a entender.

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Na quarta-feira (8), Trump tuitou que a solução encontrada para a fábrica, que seria desativada em breve devido ao fim da linha do Cruze, seria sua venda a uma start-up fabricante de veículos elétricos, a Workhorse. O movimento da GM parecia ser o que foi antecipado por Barra recentemente, que resultaria numa picape elétrica grande.

Como sempre, o presidente dos Estados Unidos bateu bumbo no Twitter dizendo que empregos estavam sendo salvos (e outros mais sendo criados).

Fábrica da GM em Lordstown

Fábrica da GM em Lordstown

O problema é que a Workhorse é uma empresa praticamente falida. O mais recente relatório financeiro reportou perdas de US$ 6,3 milhões no primeiro trimestre, com vendas de apenas US$ 364 mil. O dinheiro em caixa (cerca de US$ 2,8 milhões) é praticamente todo emprestado. O mesmo relatório disse que a Workhorse não conseguirá chegar ao segundo semestre sem um grande aporte de investimento.

O que pode estar por trás do negócio, como publicou nesta sexta-feira (10) o jornal Cincinatti Enquirer, é um possível acordo de uma outra start-up (comandada pelo ex-CEO da Workhorse) com o serviço postal dos EUA (USPS) para o fornecimento de caminhões e picapes elétricos de nova geração.

O contrato entre a tal empresa e o USPS seria de cerca de US$ 6,3 bilhões, valor suficiente para a comprar da fábrica de Lordstown. Para tanto, a Workhorse seria convidada a participar da jogada, criando uma aliança entre as três partes (e a start-up do ex-CEO estaria no comando).

Tanto a GM quanto autoridades do estado de Ohio têm sido reticentes em relação à solução, já que o potencial para um escândalo parece ser grande. Vale lembrar que, recentemente, a Ford também recorreu a uma start-up fabricante de picapes elétricas; só que foi investimento, e não esquema, como parece ser o rolo em que a GM se meteu na resposta à rival.

Imagens: divulgação
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