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Batida de frente fere e mata mais os passageiros traseiros, diz estudo

25

abr
2019

Um estudo privado divulgado nesta quinta-feira (25) nos Estados Unidos sugere que, num impacto frontal, passageiros que viajam no banco traseiro podem estar sob risco maior de ferimentos graves e morte do que o motorista e o passageiro dianteiro.

A conclusão, que contraria o senso comum, é do Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), financiado por seguradoras americanas e responsável por crash tests e pesquisas em segurança automotiva.

O IIHS analisou as vítimas de 117 acidentes automotivos reais em que houve colisão frontal, e concluiu que passageiros no banco traseiro tendem a sofrer lesões sérias — e potencialmente fatais — no tórax e na cabeça mesmo quando motorista e passageiro da frente saem ilesos (ou feridos, mas vivos).

Airbag traseiro desenvolvido pela ZF

Airbag traseiro desenvolvido pela ZF

O problema, segundo um porta-voz do IIHS, é que os cintos de segurança traseiros não são tão eficazes quanto os dianteiros. O estudo detectou casos em que o passageiro de trás feriu-se com o próprio cinto, que estava apertado demais; em outros, porque o equipamento estava mal ajustado e permitiu um choque da cabeça com o banco dianteiro.

Quem viaja na frente beneficia-se do pré-tensionamento (ajuste antes do impacto) dos cintos, item disponível em praticamente todos os carros mais recentes, mas não para quem vai no banco traseiro; e também dos airbags frontais instalados no painel.

Segundo o IIHS, uma medida de segurança passiva importante, especialmente devido à popularização do rideshare (tipo Uber) e à prometida chegada dos carros autônomos, seria a instalação de airbags frontais (isto é, posicionados de frente para os passageiros) também para quem vai no banco traseiro.

O equipamento seria instalado no teto ou na parte de trás dos bancos dianteiros, e inflaria simultaneamente aos demais no caso de uma batida. O instituto (que vai adotar novos procedimentos de crash test para avaliar o dano aos ocupantes traseiros) observa que, atualmente, nenhum carro em produção no mundo oferece esse item.

Imagens: divulgação