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Airbag pode provocar recall de FCA, Honda, Toyota, Mitsubishi, Hyundai e Kia

23

abr
2019

A agência regulatória de segurança viária (NHTSA) dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (23) que vai ampliar para 12,3 milhões de carros uma investigação sobre airbags defeituosos iniciada em 2018 com foco bem menor — cerca de 400 mil carros.

A NHTSA vai incluir na investigação uma análise técnica dos airbags, etapa obrigatória para demandar um eventual mega-recall.

Os carros envolvidos foram fabricados entre 2010 e 2019 pela FCA (Fiat Chrysler Automobiles), Honda, Hyundai, Toyota, Mitsubishi e Kia. Os airbags foram produzidos pela TRW, hoje controlada pela alemã ZF — duas das mais tradicionais marcas globais de componentes automotivos.

Segundo a NTHSA, os airbags podem não inflar durante um acidente — diferentemente do mega-recall dos airbags da Takata, suspeitos de romper e projetar fragmentos nos ocupantes do carro. Este foi iniciado em 2013, continua acontecendo (já são mais de 42 milhões de carros) e levaram a empresa japonesa à falência.

A agência americana informou ainda que pelo menos uma pessoa morreu (num Toyota) e duas ficaram feridas em acidentes com impactos frontais que parecem mostrar o mau funcionamento das bolsas infláveis.

DEFESA — A ZF e a Toyota divulgaram notas afirmando que estão cooperando com as investigações da NTHSA. Hyundai, Kia e FCA já haviam anunciado recalls de carros equipados com esses mesmos airbags — no caso desta última, em 2016, cerca de 2 milhões de carros foram chamados após relatos de pelo menos duas mortes suspeitas em acidentes.

Como o recall ainda não foi oficializado, não é possível afirmar que carros em circulação no Brasil podem estar na “lista de suspeitos”, mas todas as marcas envolvidas são globais e vendem seus carros no país (entre eles, modelos importados, mesma logística usada nos EUA). Por ora, nenhuma das montadoras se pronunciou.

Imagem: reprodução