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Unida à CAOA, Chery ultrapassa Peugeot nas vendas de carros e SUVs

12

abr
2019

A aliança entre Chery e CAOA está fazendo bem à marca chinesa. Em março, foram 1.414 emplacamentos de automóveis (carros e SUVs), segundo dados da Fenabrave, que representa as concessionárias. Este número garantiu à Chery a 14ª posição no ranking das marcas no mês — à frente de Mercedes-Benz, BMW, Kia, Volvo, Audi e Land Rover.

A fatia de mercado da Chery foi a 0,71%.

O número mais impressionante, porém, está no ranking que considera apenas as vendas de carros e SUVs, especialidades da Chery. Nele, a chinesa aparece na 12ª posição (com os mesmos 1.414 emplacamentos) e bate — além das seis marcas citadas acima — as veteranas Peugeot (1.213) e Mitsubishi (890). Neste recorte do mercado, a Chery teve 0,83% de participação (contra 0,71% da Peugeot).

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O Tiggo 5X foi o único veículo da marca entre os 50 mais vendidos no Brasil em março, com 531 unidades. Veja abaixo os emplacamentos acumulados no primeiro trimestre, modelo a modelo:

1º) Tiggo: 1.553
2º) Tiggo 5X: 918
3º) QQ: 679
4º) Arrizo 5: 452
5º) Tiggo 7: 121
(vendas iniciadas em fevereiro)
 
Até o final do ano, se as vendas do Tiggo 7 ajudarem, a CAOA Chery pode subir ainda mais na lista da Fenabrave. Caso ultrapasse o 1% de participação, no mercado em geral ou no segmento de carros e SUVs, pode alcançar a Citroën em cada um desses rankings.

O crescimento nos emplacamentos acumulados em 2019 até o final de março (total de 3.724 unidades), na comparação com o mesmo período de 2018 (919 unidades do QQ e do esquecido Celer, únicos modelos vendidos naquele período), foi de 305%.

NOVA FASE – Com a compra de 50% da Chery pela CAOA, os carros da marca chinesa passaram a ser fabricados em Anápolis (GO), onde a empresa brasileira é licenciada para montar os Hyundai ix35 e Tucson. Assim, a Chery deixou de ser mera importadora de veículos.

O número de concessionárias da aliança deve chegar a 111 até o final deste ano — o que, em tese, garante um pós-venda (manutenção, revisões, peças etc.) mais confiável do que o de uma montadora novata operando sozinha e sem base industrial no Brasil.