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Fiat vai relançar Grand Siena Tetrafuel, que pode rodar com GNV

12

abr
2019

Cotado para sair de linha no ano passado com a chegada do Cronos, o Fiat Grand Siena ganhará sobrevida com a volta da versão que pode rodar com GNV (gás natural veicular). O sedã será relançado ainda em abril após dois anos fora de linha. Em seguida, a marca deverá estender essa possibilidade de abastecimento a outros modelos.

“Depois a Fiat vai passar a fabricar outros modelos [movidos a GNV]. E a intenção, no futuro, é que, além dos veículos leves, o GNV possa abastecer ônibus e caminhões”, antecipou Fernando Magalhães, presidente da Companhia de Gás de Minas Gerais, ao jornal mineiro O Tempo.

O preço, entre outros detalhes, não foi divulgado. Atualmente, o Grand Siena é vendido na versão Attractive com motorizações 1.0 (R$ 49.990) ou 1.4 (R$ 54.990).

Podendo rodar com GNV, o Grand Siena reeditará a versão criada para atender frotas e taxistas. O motor Fire EVO 1.4 também pode ser abastecido com etanol e/ou gasolina em qualquer proporção, como um carro flex convencional. O propulsor rende 85 cv com gasolina ou 88 cv quando abastecido com etanol. Utilizando GNV, a potência cai para 75 cv.

Tecnologia da Fiat estreou em 2006 no Siena Tetra Fuel

Como funciona o sistema Tetrafuel
Uma central eletrônica gerencia o uso dos combustíveis, alternando-os sem a interferência do motorista. O sistema prioriza a economia, colocando o GNV como primeira opção. Um indicador no painel de instrumentos alerta o baixo nível de gás ou uma eventual avaria.

O motor Fire 1.4 EVO é dotado de um coletor de admissão com quatro bicos injetores próprios para o uso de GNV. A sede das válvulas possui geometria revista e é feita com novo material.

Além das alterações no motor, o sedã possui reforços no assoalho do porta-malas para suportar os cilindros de GNV de até 6,5 metros cúbicos de capacidade (a 200 bar de pressão). O sistema conta com uma válvula de alívio, que libera o GNV para atmosfera em caso de sobrepressão. A alimentação de gás é interrompida pelo interruptor inercial de combustível se for detectado algum vazamento ou após alguma colisão.

As suspensões dianteira e traseira têm molas com carga específica, assim como os freios traseiros também eram recalibrados para compensar o peso adicionado ao carro.

Vantagens do GNV
O GNV compensa para quem roda bastante por ser mais barato que os demais combustíveis – e ainda emite menos poluentes. Caso esteja em uma região sem postos de GNV, o motorista pode abastecer o carro com etanol ou gasolina sem problemas. Alguns estados brasileiros ainda dão desconto no IPVA para os veículos convertidos para o gás natural veicular.

Desvantagens do GNV
O dono do veículo terá de desembolsar – além das despesas de instalação do kit – para alterar a documentação do veículo. Carros zero quilômetro perdem a garantia de fábrica, e ainda há redução do espaço do porta-malas para acomodar os cilindros – embora alguns modelos possibilitem a instalação sob o veículo. Existe ainda a possibilidade de aumento nos gastos de manutenção por conta do desgaste prematuro de alguns componentes do motor.

Economia
A conta varia de acordo com o preço dos combustíveis nos postos. Segundo a Companhia de Gás de São Paulo, o GNV tem um rendimento 30% superior ao da gasolina e pode rodar até 50% a mais que o etanol. Mas esses números variam com as condições de uso do veículo e da condução do motorista.

Perda de potência
Embora seja mais econômico que os outros combustíveis, o GNV tem rendimento inferior. Considerando o kit Geração 5, a perda de potência fica em torno de 3% em relação a um carro abastecido com gasolina.

Fotos: Divulgação