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Novo BMW Série 3 abusa da tecnologia, mas dirigibilidade é “raiz”

23

mar
2019

A BMW acaba de apresentar a nova geração do sedã Série 3 para o mercado brasileiro. O segundo modelo mais vendido da marca por aqui, atrás apenas do SUV X1, chega neste momento com apenas duas versões e importado. Nacionalização e ampliação da gama devem acontecer até o meio do ano na fábrica de Araquari (SC).

Fabricado em Regensburg, na Alemanha, o novo Série 3 330i chega ao país equipado com o motor de quatro cilindros 2.0 turbo a gasolina, que entrega 258 cv de potência (entre 5.000 e 6.000 rpm) e 40,7 kgfm de torque (de 1.550 a 4.400 rpm). São 13 cv e 5 kgfm a mais que a geração anterior. Combinado ao câmbio automático de oito marchas, o propulsor leva o sedã aos 100 km/h em 5,8 segundos e aos 250 km/h de velocidade máxima. A tração é traseira.

São duas versões. A primeira delas, 330i Sport, é equipada de série com rodas de 18 polegadas, acabamento interno em alumínio, bancos esportivos, faróis e luzes de neblina em LED, assistente automático de estacionamento com câmera de ré e sensores dianteiros e traseiros, sistema de som HiFi, freio de estacionamento com função Auto Hold e monitoramento da pressão dos pneus. O preço sugerido é de R$ 219.950.

Já a variante 330i M Sport adiciona rodas de 19 polegadas modelo M Double Spoke, freios e suspensão preparados, pacote aerodinâmico M Sport com spoilers e saias laterais exclusivos, volante esportivo revestido de couro, sistema de som Harman Kardon, acabamento interno em alumínio, head-up display colorido, direção esportiva variável, farol alto adaptativo e fechamento automático da tampa do porta-malas. O preço vai a R$ 269.950.

Além das alterações no visual (confira o antes-e-depois logo abaixo), concentradas principalmente na parte dianteira do sedã, agora com entradas de ar mais generosas, um dos principais destaques fica por conta das tecnologias embarcadas, incluindo sistema de condução semiautônoma.

Ele engloba assistente de permanência em faixa com aviso de colisão lateral, controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, aviso de tráfego cruzado dianteiro e traseiro e assistente para manobra de evasão (corrige o curso em caso de desvio brusco de direção para evitar uma colisão, por exemplo).

Talvez o maior destaque seja o Assistente Pessoal Inteligente BMW, que integra o novo Sistema Operacional BMW 7.0 e pode ser acionado por meio do comando de voz “Olá, BMW”, dito em português. Também é possível, por exemplo, batizar o Série 3 com um nome de sua preferência. A tecnologia permite que o usuário interaja com o carro, execute diversos recursos, ouça explicações sobre o funcionamento de equipamentos, além de programá-los de acordo com as suas preferências.

Outra tecnologia interessante é o Reverse Assistant, que grava os últimos 50 metros percorridos à frente e manobra o carro sozinho em marcha-à-ré nesse trecho. Para isso, basta apenas engatar a ré e pressionar a função na tela da central multimídia. Assim como em alguns veículos equipados com Park Assist, é necessário controlar o freio e evitar que o carro embale.

Vale ressaltar que o Série 3 permanece equipado com o BMW Connected Drive, que utiliza um SIM Card para se conectar à internet e, por exemplo, monitorar o trânsito e atualizar o sistema. Como já acontece atualmente, o Série 3 não tem revisões programadas, pois o serviço de telemetria ajuda a analisar qual peça ou fluido deve ser substituído, tornando a manutenção individualizada para cada motorista.

IMPRESSÕES – O Carsale teve a oportunidade de guiar o Série 3 no autódromo Vello Cita, no interior de São Paulo, durante cerca de 25 minutos. Esse tipo de teste enviesa as impressões, uma vez que dificilmente o proprietário de um Série 3 irá levar o carro a uma pista de corrida, mas por outro lado serve para avaliarmos melhor o comportamento dinâmico.

Aliás, uma preocupação com relação a essa nova geração era justamente a possível perda de dirigibilidade, uma vez que o modelo ficou consideravelmente maior. No entanto, entre as características tradicionais, a BMW manteve a impecável distribuição de peso, com 50% em cada eixo. Essa característica, associada à posição de dirigir mais baixa do que o comum para essa categoria, ajudaram a manter o Série 3 com manejo impecável.

O acerto de suspensão também foi mantido, e portanto é um pouco mais firme que nos principais rivais — o que pode comprometer o conforto nas vias esburacadas no Brasil, mas garante melhor estabilidade e contribui bastante para fazer curvas como se fosse um esportivo.

Durante o teste, parece irreal que o Série 3 pese 1.470 kg, uma vez que o motor e câmbio trabalham de forma perfeita para enviar todos os 258 cv para as rodas traseiras. Apesar do peso, vale ressaltar o que o modelo perdeu 55 kg em relação a geração anterior.

Quanto ao assistente pessoal, ele pode ajudar a entender melhor o o veículo e ajustar algumas configurações. Segundo a BMW, em breve haverá uma ampliação das funções desses assistente.

Sobre o autor

Jornalista e palmeirense, Renan Rodrigues de Oliveira, em alusão ao colega de profissão Nelson, prefere usar o primeiro sobrenome. Versátil, Renan fotografa, filma, ilustra, edita vídeo e áudio e se arrisca nas redes sociais. Acompanha em cima os lançamentos do mundo automotivo, prefere os compactos com vocação esportiva, mas pilota até carrinho de mão, se necessário.