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O novo Renault Clio seria um bom rival para o Volkswagen Polo no Brasil?

29

jan
2019

A Renault se antecipou ao Salão de Genebra, que será realizado em março na capital suíça, e revelou a quinta geração do Clio. O compacto, que foi vendido no Brasil durante 20 anos até 2017, é líder de seu segmento na Europa desde 2013. Mas agora a marca francesa parece interessada em colocá-lo para brigar em um patamar superior, o que poderia ser uma boa para o Brasil.

Antes de entrar nas nuances do nosso mercado, vale apresentar as principais mudanças da nova geração. Visualmente, o Clio bebeu da mesma fonte da nova geração do Mégane, e agora ostenta um desenho mais agressivo e dinâmico, com faróis afilados, lanternas horizontais e maçanetas das portas traseiras embutidas nas colunas C.

Mas é no interior que as coisas mudaram significativamente. A Renault acabou com o aspecto simplório, aplicando materiais de qualidade superior. A cabine aparenta ser mais ergonômica, enquanto a central multimídia com tela de 9,3 polegadas em posição vertical deverá ser uma opção para as versões mais caras do hatch. Logo abaixo da central está uma fileira com os botões que comandam o ar-condicionado e outras funções do carro. O painel de instrumentos é apresentado em uma tela digital cujo diâmetro pode variar entre 7 e 10 polegadas.

A plataforma também é nova, trata-se da modular CMF-B, capaz de receber motorizações elétricas ou híbridas. O Clio deverá ter pelo menos uma versão híbrida na Europa, além de democratizar, no Velho Continente, as assistências de condução semi-autônoma. Esses e outros detalhes serão revelados apenas durante o Salão de Genebra.

Dificilmente o Clio chegaria ao Brasil idêntico ao que será vendido na Europa. No entanto, a própria Renault já afirmou que pretende encerrar o ciclo de produtos da subsidiária romena de baixo custo Dacia na América Latina, passando a comercializar seus próprios modelos na região. Além disso, a marca francesa indica que o sucessor do Sandero será inspirado no novo Clio. E se tivermos os dois por aqui? O Sandero fazendo o papel de modelo de entrada da marca, deixando para o Clio a missão de enfrentar hatches de categoria superior, como o Volkswagen Polo, por exemplo.

Além das inovações tecnológicas, o novo Clio é consideravelmente maior que o modelo de segunda geração fabricado na Argentina e vendido no Brasil há até dois anos. Enquanto o antecessor media 3,81 metros de comprimento, a nova geração mede 4,05 metros, exatamente a mesma medida do Polo. Embora o Sandero tenha 4,06 metros, ele carrega um aspecto simplista e aposta no espaço interno para os passageiros como principal qualidade, enquanto o Clio seria uma opção mais sofisticada e de dirigibilidade mais refinada.

Fotos: Divulgação