A exemplo da Jeep com o Renegade, a Honda não esperou o Salão do Automóvel de São Paulo para apresentar as novidades da linha 2019 do HR-V. O SUV compacto mais vendido do Brasil desde 2015 chega com uma leve reestilização e melhorias mecânicas para manter a hegemonia do segmento, que promete continuar ainda mais agitado no ano que vem com a chegada do Volkswagen T-Cross.

HR-V LX CVT – R$ 92.500
HR-V EX CVT – R$ 98.700
HR-V EXL CVT – R$ 108.500

Após vender mais de 190 mil unidades desde o seu lançamento há três anos, o carro-chefe da Honda no Brasil recebeu um retoque visual, adotando um para-choque dianteiro redesenhado que aumentou o comprimento do SUV em 34 milímetros; faróis com projetor e luzes diurnas de LED em todas as configurações; grade frontal cromada de proporções um tanto exageradas; novas rodas de liga leve de 17 polegadas e faróis de neblina redondos. Na traseira, o HR-V herdou as lanternas de LED da extinta versão Touring, porém, com acabamento escurecido. A pintura metálica azul Cósmico do carro das fotos também é novidade.

As mudanças na cabine são mais discretas: novos bancos dianteiros com maior apoio para as pernas e abas laterais mais salientes, console central com aplique preto brilhante e porta-objetos maior. Na versão topo de linha EXL, o painel conta com iluminação dos arcos dos instrumentos (com sete opções de cores no velocímetro) e uma nova central multimídia com tela tátil de 7 polegadas, GPS e compatível com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto.

Diferentemente da estratégia adotada pela Honda em outros mercados, não será desta vez que o HR-V ganhará a esperada motorização 1.5 turbo de 173 cv de potência do Civic Touring. O SUV mantém o 1.8 16V flex, que entrega 139/140 cv (gasolina/etanol). A transmissão automática CVT foi reprogramada para tornar as acelerações mais lineares.

Todas as versões são equipadas de série com ar-condicionado, freio de estacionamento eletrônico e função brake hold (segura o carro sozinho quando o motorista tira o pé do freio), controle de cruzeiro, função um toque para subida e descida de todos os vidros e destravamento do porta-malas no controle da chave. No quesito segurança, o SUV sai de fábrica com controles de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa.

A partir da configuração intermediária EX, o HR-V conta com ar-condicionado digital com comandos táteis, volante revestido de couro, aletas para trocas de marcha no volante e airbags laterais.

Já a topo de linha EXL adiciona bancos revestidos de couro perfurado, acendimento automático dos faróis, frisos cromados nas molduras das saídas do ar-condicionado, espelhos com rebatimento elétrico e airbags de cortina.

Impressões

As atualizações não mudaram o perfil familiar do HR-V. Se antes as suspensões geravam reclamações dos clientes pelas batidas secas ao rodar em pisos irregulares, agora o comportamento do SUV está mais parecido com o que os concorrentes apresentam. Segundo a Honda, os engenheiros levaram quase três anos para desenvolver amortecedores com válvulas hidráulicas internas, bem mais eficientes na hora de absorver os impactos das rodas contra o solo. Se na cidade, o conjunto não ameaça mais atingir o curso máximo a cada buraco ou lombada, rodando na estrada a inclinação da carroceria ficou mais progressiva nas curvas. Outro ponto positivo é a boa comunicabilidade da direção elétrica em velocidades de cruzeiro, transmitindo confiança ao motorista durante as viagens.

A reprogramação do câmbio talvez seja a melhoria mais perceptível no uso cotidiano, uma vez que a caixa automática de variação contínua não “trava” mais o motor em rotações elevadas sem necessidade – exceto em condições que exigem mais potência, como ultrapassagens e retomadas com aceleração plena.

O HR-V mudou pouco, mas só o tempo dirá se essas atualizações serão suficientes para mantê-lo na liderança da categoria. O SUV é um produto maduro, com conjunto equilibrado e competente, mas bem que poderia receber os recursos de segurança e o painel com tela digital disponíveis em outros países. Uma motorização mais eficiente também seria bem-vinda.

A marca não confirma, mas é possível que a versão Touring seja apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo, na próxima semana, equipada com o motor 1.5 turbo, teto solar, entre outros itens exclusivos.

Viagem e teste-drive a convite da Honda
Fotos: Caio Mattos / Divulgação

Ficha técnica
 
CarroceriaMonobloco em aço, cinco portas, cinco lugares
MotorDianteiro, transversal, injeção multiponto, comando de válvulas variável na admissão acionado por corrente, a gasolina e/ou etanol
Número de cilindros4 em linha
Número de válvulas16
Taxa de compressão10,6:1
Cilindrada1.799 cm³
Potência (gasolina/etanol)139/140 cv a 6.300 rpm
Torque (gasolina/etanol)17,3/17,4 kgfm a 5.000 rpm
TransmissãoAutomática CVT com simulação de sete marchas
TraçãoDianteira
DireçãoElétrica
Suspensão dianteiraIndependente McPherson
Suspensão traseiraEixo de torção
Freios dianteirosDiscos ventilados com ABS e EBD
Freios traseirosDiscos sólidos com ABS e EBD
Pneus e rodas215/55 R17, liga leve 17"
Altura1,58 m
Comprimento4,29 m
Largura1,77 m (sem espelhos)
Entre-eixos2,61 m
Vão livre do solo17,7 cm
Volume do porta-malas437 litros
Volume do tanque de combustível51 litros
Peso em ordem de marcha1.276 kg
Carga útil464 kg