O Volkswagen T-Cross foi revelado simultaneamente no Brasil, China e Holanda para apresentar o SUV compacto derivado do Polo aos mercados latino-americano, asiático e europeu. Embora o projeto seja idêntico nos três continentes, o modelo possui diferenças técnicas, visuais e de conteúdo para atender as exigências de cada região.

Motores e transmissões
O T-Cross europeu será vendido inicialmente com o conhecido 1.0 TSI de três cilindros com turbo e injeção direta de gasolina, em configurações de 94 cv ou 113 cv de potência. A outra opção será um 1.6 turbodiesel de quatro cilindros de 94 cv. No ano que vem, o SUV ganhará também o 1.5 TSI a gasolina de 150 cv.

No Brasil serão dois propulsores turbo flex: 1.0 TSI calibrado para render até 128 cv com etanol e o 1.4 TSI de quatro cilindros de 150 cv.

As transmissões também serão diferentes. Na Europa, o T-Cross terá caixas manuais de cinco e seis marchas, dependendo da configuração, e câmbio automatizado DSG de dupla embreagem e sete velocidades. Por aqui, a transmissão será automática Tiptronic com conversor de torque e seis posições. Uma variante manual de seis marchas deverá ser oferecida em alguns mercados da América do Sul com o motor 1.6 MSI aspirado a gasolina de 110 cv.

Segurança
No pacote de segurança, o T-Cross brasileiro estreará mirando as cinco estrelas do Latin NCAP oferecendo seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, sistema de frenagem auxiliar, bloqueio eletrônico de diferencial, monitoramento da pressão dos pneus, alerta de fadiga e frenagem automática pós-colisão.

No entanto, o carro europeu entrega ainda mais conteúdo, como a frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestre, sensor de ponto cego, alertas de tráfego cruzado traseiro e de permanência em faixa. O controle de cruzeiro adaptativo será oferecido como opcional.

O assistente de estacionamento automático Park Assist será vendido à parte tanto no Brasil como na Europa.

Interior
O T-Cross europeu estreará o novo volante da Volks, enquanto o brasileiro manterá o utilizado nos modelos atuais da marca. O acabamento interno do carro do Velho Continente terá materiais de diferentes texturas e cores variadas, enquanto o SUV nacional seguirá um estilo mais sóbrio. Por aqui também há apoio para celular, ainda que a central multimídia espelhe os smartphones. Por lá, o T-Cross poderá receber carregador de celulares sem fio. Em contrapartida, somente o modelo daqui terá teto solar panorâmico entre os opcionais.

Da esquerda para direita: modelo nacional e modelo europeu

Da esquerda para direita: modelo nacional e modelo europeu

O carro brasileiro leva vantagem no espaço para os passageiros por ser ligeiramente maior que o irmão europeu. São 4,20 metros de comprimento e 2,65 m de distância entre-eixos contra 4,11 m e 2,56 m, respectivamente, do carro que será vendido na Europa. A altura do solo no brasileiro é 9 mm maior que o europeu. Por outro lado, o porta-malas do T-Cross nacional é um pouco menor por conta do estepe acomodado no assoalho, com a capacidade variando entre 373 litros e 420 litros com o banco traseiro totalmente deslizado para frente. No europeu o espaço vai de 385 litros a 455 litros.

Visual

Por enquanto só conhecemos as versões R-Line na Europa e Highline no Brasil, porém, a Volkswagen já adiantou que graças aos estudos feitos com clientes o design frontal foi levemente alterado. A grade ganhou detalhes suspensos cromados, enquanto o para-choque possui desenho mais agressivo.

Modelo europeu e brasileiro

Imagens: Divulgação