A Jeep apresentou na semana passada a reestilização brasileira do Renegade. O Carsale teve a oportunidade de participar do lançamento e testar o modelo repaginado, que chega com aprimoramentos no visual e preço sugerido entre R$ 69.990 e R$ 136.990. As informações detalhadas sobre versões e equipamentos podem ser lidas na matéria de apresentação, clicando aqui.

Como já ficou claro, há poucas mudanças na linha 2019 do jipinho. De forma sucinta, as novidades ficam por conta da adoção de um mesmo para-choque para todas as versões, novos faróis e luz de LED, bem como nova maçaneta de abertura da tampa do porta-malas e central multimídia.

É sabido que o meio da vida da geração de um carro é marcado por mudanças sutis. Mas ao optar por descartar no Brasil as belas lanternas com efeito tridimensional do Renegade vendido no mercado Europeu ou um novo desenho do para-choque dianteiro, a Jeep demonstra certa acomodação com o seu jipinho.

A ausência mais sentida na linha 2019 lançada no Brasil é a do motor 1.3 turbo derivado da família Firefly, lançado na Europa com base no motor desenvolvido no Brasil. Logo, faria sentido o grupo FCA ter acelerado a entrega desse propulsor por aqui, mas os números de vendas jogam contra essa mudança e justificam a resposta protocolar de que o 1.8 e.TorQ segue atendendo a clientela.

De fato, para o uso na cidade e analisando somente os números de venda, o veterano propulsor ainda cumpre um papel digno. A ideia é reforçada pelos concorrentes, uma vez que apenas Chevrolet Tracker, Citroën C4 Cactus, Peugeot 2008 e Suzuki Vitara (todos com número de vendas bem abaixo do Jeep) possuem motores turbinados. Honda HR-V, Hyundai Creta (que ao menos tem uma versão topo de linha mais potente), Renault Duster, Captur e Nissan Kicks (que se beneficia do baixo peso e câmbio CVT para ser mais econômico) possuem tecnologias e propulsores similares ao Renegade.

A exceção que confirma a regra sobre mudanças leves durante a vida da geração é o Ford EcoSport, que precisou trocar o câmbio por um mais confiável e aproveitou para lançar um moderno motor de três cilindros, que mesmo sem se valer de turbo entrega potência e torque similares ao 1.8 da FCA.

Novo teaser do Volkswagen Tiguan mostra detalhes do futuro integrante do mercado de SUVs compactos

No entanto, apesar da posição confortável no mercado, a Jeep esqueceu que um concorrente de peso se avizinha: o Volkswagen T-Cross. Uma das marcas que mais vendem no Brasil, e com uma rede de concessionários muito maior, finalmente vai entrar para o mercado de SUVs compactos. A estreia será na próxima semana, dotado somente de motores turbo, incluindo o 1.0 TSI que equipa up!, Polo, Virtus e Golf.

Outra promessa que será apresentada no Salão de São Paulo e pode roubar algumas vendas de modelos já consolidados no mercado é o CAOA Chery Tiggo 4, que também deverá chegar com motor turbo e a velha estratégia dos chineses: carro recheado e preço mais baixo que os rivais, mas agora com o importante reforço da marca brasileira, que mostrou com seu trabalho na Hyundai saber como conquistar o brasileiro.

Por fim, o Renegade segue sendo uma boa opção no mercado de SUVs. É o único com plataforma feita para esse tipo de veículo, único com opção de motor diesel e com versão preparada para off-road mais pesado. Sem falar no conforto a bordo e o belo trabalho de suspensão, que segue sendo referência no segmento graças ao tipo de construção com arquitetura independente nas quatro rodas. Mas agora deixou seus fãs com outro relógio em contagem regressiva: quando chegam os motores turbo?

O Renegade já foi líder e vice-líder do segmento de SUVs no Brasil e, atualmente, disputa com leve vantagem a terceira posição. Até 2025, em escala mundial, a marca pretende responder por cerca de 20% de todos os SUVs do mundo. No Brasil, esse objetivo já foi alcançado com basicamente dois modelos, Renegade e Compass.

Viagem a convite da Jeep
Imagens: Divulgação