Praticamente todas as fabricantes de veículos estão empenhadas em ter modelos “verdes” em sua gama de produtos, sejam eles impulsionados por um conjunto 100% elétrico ou parcialmente elétrico, como no caso dos híbridos.

Para se ter uma ideia, um estudo liderado pela Bloomberg New Energy Finance aponta que até 2021 cerca de 10 milhões de baterias (de 60 kWh) serão produzidas – a maior parte delas na China, Tailândia e Alemanha. Vale destacar que o carvão é essencial para garantir a energia para a fabricação desses itens. 

A pesquisa haverá 74% a mais de CO2 na Alemanha resultante do processo de fabricação de 500 kg de bateria do que decorrente da produção de um carro convencional que utiliza combustível fóssil. 

Outro dado apurado pelo estudo é de que um carro movido a combustível fóssil precisa rodar cerca de 50 mil quilômetros para bater os níveis de emissões gerados somente pela produção de um modelo elétrico ou híbrido, como no caso do Nissan Leaf (imagem abaixo), por exemplo. 

Se por um lado não há como negar a necessidade de investir em veículos que agridam menos o meio ambiente, por outro é preciso pensar se, neste momento, investir em versões com motor a combustão aprimoradas que gerem menos emissões de CO2 não é uma ideia mais viável. De qualquer forma, o caminho para a era dos carros verdes não é uma opção que pode ser descartada.

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