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Propaganda eleitoral irregular pode cancelar o seguro do veículo

Liberada desde o dia 16 de agosto, a propaganda eleitoral ganha intensidade com a proximidade do primeiro turno das Eleições 2018, no dia 7 de outubro. Muita gente não sabe, mas em 2016, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou mudanças que proíbem, por exemplo, o uso de cavaletes e outdoors eletrônicos em vias públicas e também limitam a divulgação de propaganda eleitoral em veículos privados.

– Veja as restrições de propaganda eleitoral em veículos na matéria de UOL Carros

Quem quiser apoiar o seu candidato precisa saber que é permitido manifestar o seu apoio com adesivos colados no carro, porém, é preciso respeitar algumas restrições. O TSE permite, por exemplo, colar adesivos no vidro traseiro, contanto que ele não interfira na visão do motorista – ou seja, precisam ser microperfurados. Também é permitido colar adesivos em outras partes do veículo, mas essas propagandas têm de medir, no máximo, 50 cm por 40 cm. Além disso, é proibido envelopar o carro com propaganda política.

– No caso de carros adesivados com propaganda política, algumas seguradoras exigem que o enquadramento do veículo seja definido para “uso comercial” ou “fins publicitários”, o que eleva o valor da apólice. Outras só aceitam fazer a cobertura do veículo se ele for do próprio candidato ou de algum integrante do partido. Ou seja, se você adesivar o carro, perde o direito de indenização em caso de acidente, furto ou roubo.

– Se o veículo for danificado por um simpatizante de um candidato ou partido adversário, a seguradora não vai indenizar o proprietário.

– Antes de colocar alguma propaganda política no carro, é importante consultar a sua seguradora para saber se ela apresenta alguma restrição. Vale lembrar que cada uma trata o assunto de uma maneira, por isso é necessário se informar antes de modificar o veículo.

Foto: blogdoplotter.com

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