Você já imaginou uma Hilux da Volkswagen ou um Grand Siena da Dodge? Parece estranho, mas esses e outros carros vendidos por marcas totalmente diferentes existem. Rebatizar modelos de outras fabricantes é uma das estratégias utilizadas pelas montadoras para ingressar ou ganhar espaço em segmentos e mercados onde não estão acostumadas a atuar. Veja alguns exemplos abaixo:

Toyota Hilux x Volkswagen Taro

Antes de lançar a Amarok, em 2010, a Volkswagen chegou a se aventurar no segmento de picapes médias com uma ajuda da Toyota. No final da década de 1980, as duas marcas formaram uma joint venture para produzir a Hilux na Alemanha. A parceria foi encerrada em 1997 por conta dos baixos números de vendas do modelo na Europa.

Chevrolet Celta x Suzuki Fun

Desenvolvido no Brasil a partir da primeira geração do Chevrolet Corsa, o Celta foi comercializado na Argentina com o emblema da Suzuki. No país vizinho, o compacto foi rebatizado de Fun e era equipado com motor 1.4 a gasolina.

Chevrolet Chevette x Isuzu Gemini

Entre 1974 e 1984, a Isuzu comercializou a sua versão do Chevette. Além dos emblemas da marca japonesa, o Gemini ganhava detalhes estéticos típicos dos carros nipônicos, como os espelhos retrovisores sobre os para-lamas dianteiros.

Chevrolet Corsa Sedan/Classic x Buick Sail

A marca que ficou famosa por fazer modelos esportivos e luxuosos nos Estados Unidos, hoje é a porta de entrada dos carros da General Motors na China. No país asiático, o recém-extinto Corsa Sedan de 1996 foi rebatizado de Buick Sail em 2001 e vendido com este nome até 2005, quando passou a ser comercializado com a gravata dourada da Chevrolet.

Dodge Journey x Fiat Freemont

 

Um dos exemplos mais famosos de carros rebatizados, o Freemont ganhou vida após a aquisição da Chrysler pela Fiat. Para entrar no mercado de crossovers e SUVs, a marca italiana pegou o Dodge Journey na prateleira da empresa norte-americana. Embora o visual seja idêntico, o Freemont teve o motorzão V6 de 280 cv substituído pelo quatro-cilindros de 2.4 litros de 170 cv.

Mitsubishi L200 x Fiat Fullback

A Fullback nada mais é que a nova geração da Mitsubishi L200 com emblemas da Fiat. O modelo fabricado na Tailândia foi lançado no final do ano passado na África, Ásia, Oriente Médio e alguns países da América Latina e Europa. Por aqui vai ser praticamente impossível ver a picape média da Fiat, pois a MMCB, representante da Mitsubishi Motors no Brasil, detém os direitos de fabricação e comercialização do modelo no país.

Suzuki Gran Vitara x Chevrolet Tracker

No final dos anos 1990, a GM queria ampliar a sua gama de modelos com capacidade fora-de-estrada, uma vez que possuía apenas a picape S10 e o SUV Blazer, trazendo da Argentina o clone do Suzuki Grand Vitara. Mecanicamente, nada mudava – os emblemas eram as únicas diferenças visuais – e o Tracker foi vendido em versões com motores a gasolina e a diesel. O modelo deixou de ser importado em 2005, porém voltou a ser comercializado por aqui em 2007. Um ano depois, a sua produção foi definitivamente encerrada na Argentina.

Dodge Polara x Volkswagen 1500

Conhecido no Brasil como Dodge Polara, o modelo foi fabricado na Argentina entre 1971 e 1982 com o nome 1500 (em alusão ao motor de 1.5 litro) até a compra da subsidiária da marca norte-americana pela Volkswagen. Por conta da sua boa aceitação no país vizinho, o compacto recebeu apenas os emblemas da fabricante alemã. O 1500 foi produzido até 1991.

Fiat Strada x RAM 750

Embora seja uma veterana no Brasil, a Fiat Strada estreou no mercado mexicano apenas em 2014. A diferença é que por lá o modelo é comercializado pela RAM, marca do Grupo Fiat Chrysler Automóveis (FCA) conhecida por fabricar picapes de grande porte. No México, a Strada é oferecida com o motor 1.6 e.TorQ de 115 cv movido apenas a gasolina.

Fiat Grand Siena x Dodge Vision

Outro fruto da FCA, o Dodge Vision é outro Fiat brasileiro vendido no México com o logotipo de alguma marca do grupo. Exceto pelos emblemas da Dodge, o sedã vendido naquele país é praticamente idêntico ao nosso. A motorização é a 1.6 a gasolina de 115 cv com câmbio automatizado Dualogic de cinco marchas.

Fotos: Divulgação e Reprodução