A Ferrari nasceu nas pistas de corridas no início do século XX. Vitoriosa, chegou às ruas como forma de bancar a sua participação nas competições e, ao longo dos anos, viu os seus carros — de produção sempre limitada — se tornarem muito desejados a ponto de a marca italiana se transformar em uma das mais valiosas no mundo. Por isso, nada mais justo que o seu modelo mais cobiçado atualmente tenha recebido o nome de LaFerrari ou, em tradução para o português, A Ferrari.

LINHA DO TEMPO

A LaFerrari vem de uma linhagem de supercarros iniciada nos anos 1980 com a 288 GTO (motor V8 biturbo que gerava 400 cv), depois com a F-40 (também com motor V8 biturbo de 478 cv), na sequência a F-50 (com motor V12 de 520 cv) e a sua substituta, a Enzo (com motor V12 de 650 cv).

Seguindo essa evolução, a LaFerrari inaugura um novo tempo para a marca de Maranello, com a adoção de uma tecnologia híbrida de populsão. Na LaFerrari o motor V12 de 800 cv somado ao elétrico de 163 cv gera uma potência combinada de 963 cv, o que a torna a Ferrari mais insana já projetada para as ruas.

Sonhar em ter uma LaFerrari na garagem é para apenas 499 felizardos, já que sua produção é limitada a essa quantidade. Mas vale lembrar que todas as unidades já foram devidamente vendidas por US$ 1,5 milhão cada (cerca de R$ 5,3 milhes em uma conversão simples). E mesmo que você tivesse esse valor na conta e houvesse alguma unidade disponível, isso não garantiria a compra de uma LaFerrari, pois o interessado ainda precisa atender a outros critérios da marca. Mas isso é assunto para uma outra ocasião.

MINIATURAS

Se conseguir uma LaFerrari para levar para a casa é praticamente impossível, uma outra opção é partir para as versões em miniatura, cujos principais destaques ficam para a Kyosho (fabricante japonesa) e a Hot Wheels. As duas são oferecidas na escala 1:64 e representam os extremos entre detalhes e simplicidade. A miniatura da primeira marca possui retrovisores e rodas iguais as do modelo original, além de lanternas traseiras e faróis dianteiros de plástico e outras partes muito bem reproduzidas. A segunda, por sua vez, traz um desenho que, de cara, não deixa duvidas de que se trata de uma Ferrari, mas suas rodas exibem apenas semelhanças em relação à LaFerrari de verdade. Faltam ainda retrovisores e as caixas de rodas traseiras são grandes, só para relatar o mínimo.

A quantidade produzida entre as marcas é diferente: enquanto a versão em preto fosco da Kyosho teve pouquíssimos exemplares montados, os modelos da Hot Wheels apareceram em grande quantidade nas cores vermelha e cinza. Mas resta a dúvida: qual escolher? Depende do tamanho da sua paixão e do gosto para os detalhes.

Doalcey Rocha, 38 anos, é engenheiro agrônomo, professor e apaixonado por carros, miniaturas e fotografia. Também é proprietário do blog Miniaturas de Carros em Foco, voltado ao fantástico mundo das “minis”.