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 Cuidando do sistema de arrefecimento

Texto: Carlos Guimarães

A possibilidade de o motor fundir é muito maior nessa época do ano, por causa do calor, aliado aos congestionamentos. Ter o sistema de arrefecimento em ordem é fundamental para enfrentar o verão sem problemas. Apesar de ter evoluído ao longo do tempo, o sistema responsável pela refrigeração do motor não está livre de manutenção. A boa refrigeração está diretamente ligada à durabilidade e ao rendimento do motor.

Acompanhe o que fazer para rodar sempre dentro dos níveis ideais de temperatura, gastando menos e garantindo bom desempenho mesmo sob o sol forte. O mais importante é adicionar bons aditivos ao líquido de arrefecimento, e na proporção correta. O ideal para esse serviço é procurar postos especializados em lubrificação. Fique de olho também no indicador de temperatura do painel, e não force o carro se ele estiver perto do vermelho.

O líquido do sistema deve estar sempre no nível máximo do vaso de expansão e conter 20% a 50% de aditivo à base de etilenoglicol, de boa procedência. É recomendável trocar o líquido de arrefecimento anualmente, ou a cada 30 mil km. Sem o aditivo na proporção certa, a água evapora mais rapidamente, além de enferrujar a válvula termostática e a bomba d'água. Se o líquido estiver sujo, deve ser substituído, sem esquecer de fazer a limpeza de todo o sistema, e não apenas do reservatório.

Verifique o estado da válvula termostática, responsável por manter a temperatura ideal de funcionamento do motor, controlando o fluxo do líquido de arrefecimento. Sem ela, os motores mais modernos gastam mais e perdem rendimento, já que a unidade de controle de injeção eletrônica, informada pelo sensor de temperatura, vai enriquecer a mistura, causando falhas por excesso de combustível injetado na câmara de combustão.

As mangueiras não podem ter rachaduras e sempre devem estar flexíveis. Se estiverem inchadas e ressecadas, troque-as para não correr o risco de ter um vazamento. As braçadeiras enferrujadas também devem ser substituídas para evitar o mesmo problema.

O radiador deve estar sempre limpo, com as aletas de refrigeração desobstruídas. Limpe-o por fora com ajuda de um pincel e com água corrente em direção à grade dianteira. Se houver partes danificadas, o radiador deve ser trocado.

As tampas do vaso de expansão e a do próprio radiador devem estar livres de ferrugem, para manter o sistema com a pressão estabelecida pelo fabricante. Se estiverem danificadas, troque-as para que líquido não ferva com facilidade.

Também deve ser verificado se o sensor (cebolão) do radiador está funcionando adequadamente. Sem ele, a ventoinha não será acionada quando o motor estiver quente e o carro parado, ou movendo-se devagar. Assim, o risco de superaquecimento durante os congestionamentos será bem maior.


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