Principal equipamento de segurança passiva, o cinto de segurança foi aperfeiçoado ao longo do tempo. Os atuais modelos de três pontos foram instalados pela primeira vez nos carros da Volvo em 1959. Os retráteis apareceram oito anos depois, e os que contam com pré-tensionador surgiram em 1986.
São dois os principais tipos de cinto: diagonais e subabdominais. Independentemente do tipo, devem ser usados corretamente e requerem alguns cuidados para funcionar com eficiência. Os primeiros sempre devem ser regulados para estar na altura do ombro e passar pelo tórax com folga equivalente à largura do pulso, sem que a inclinação do encosto ultrapasse 120º, evitando o contato com o pescoço. Já os subadominais devem passar pela parte óssea da cintura.
A manutenção é simples e consiste basicamente em lubrificar o ponto de fixação com óleo em spray uma vez a cada três meses, além de providenciar uma limpeza quando necessário usando uma escova embebida em água e sabão neutro. Quando estiverem desfiados devem ser trocados. O mesmo deve ser feito quando o sistema de recolhimento apresentar fadiga.
Desde que se tornou obrigatório, em novembro de 1994, o uso do cinto de segurança vem reduzindo o índice de acidentes com vítimas fatais ou com lesões graves. De acordo com Max Hernani de Paula, da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo), 80 pessoas deixaram de morrer no município de São Paulo um ano após a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança.
Ainda segundo ele, houve uma redução de 1.500 vítimas graves e 4.500 com lesões leves no mesmo período.
Atualmente, conforme um estudo da CET feito em janeiro do ano passado, 94% dos motoristas usam o cinto de segurança. No caso do passageiro do banco da frente, esse índice cai para 89% e entre os passageiros do banco traseiro apenas 11% lembram-se de atar o cinto. Vale lembrar que antes da aprovação do decreto lei que tornou obrigatório o uso do cinto de segurança, apenas 10% dos motoristas rodavam protegidos pelo equipamento.