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 Dia Internacional do Fusca22/06/2007 

Conheça algumas curiosidades do carro mais querido do mundo
Texto: Marcelo Goto
Fotos: Divulgação


No dia 22 de junho de 1934, Ferdinand Porsche, que mais tarde se tornaria o fundador da fábrica de esportivos que leva seu nome, assinava o contrato que daria o pontapé inicial para o desenvolvimento do Volkswagen Sedan, o Fusca, como o conhecemos por aqui. A data foi escolhida pelo engenheiro Alexander Gromow, um dos maiores entusiastas brasileiros do modelo, para comemorar o Dia Internacional do Fusca, lançada mundialmente há 12 anos.

Clique aqui para acessar a galeria do Fusca.

Cultuado no mundo inteiro, o Fusca é um dos carros de maior sucesso da indústria automobilística mundial. Até 30 de julho de 2003, data em que a última unidade do Fusca deixou a linha de produção da fábrica da VW de Puebla, no México, haviam sido fabricados 21.529.464 exemplares do modelo, em pouco mais de 60 anos. Em termos de volume de vendas, ele só é superado pelo Toyota Corolla, pelo Volkswagen Golf e pela Série F de picapes da Ford.

Diz a lenda que as lendárias formas arredondadas do carro foram desenhadas pelo ditador alemão Adolf Hitler em um guardanapo de papel. Na década de 1930, o próprio Hitler contratou o Porsche para conceber o "carro do povo" (Volkswagen, em alemão). A fábrica de Wolfsburg, que viabilizaria o projeto, foi inaugurada em 1938. No entanto, a Segunda Guerra Mundial adiou os planos de produção em larga escala do modelo.

   

Com o início do conflito, o projeto do Sedan, que inicialmente foi batizado com o nome de KDF-Wagen – abreviatura da frase alemã Kraft Durch Freude, ou “força através da alegria” –, ficou restrito ao uso militar. Em 27 de dezembro de 1945, quando a Europa comemorava o final da guerra, a primeira unidade do Fusca deixava a planta de Wolfsburg. O veículo foi encomendado pelo governo inglês, que o utilizou nos trabalhos de reconstrução do país. O início da fabricação em série do modelo, em 1945, marcou também o nascimento da Volkswagen como fabricante de automóveis. No ano em questão, a produção do carro foi pequena. Entretanto, subiu para 10 mil unidades em 1946, alcançando 25 mil veículos em 1948.

Assim, a VW foi um dos pilares importantes para a reconstrução econômica da Alemanha no pós-guerra. Somente em Wolfsburg, a linha de produção do Fusca gerou 6 mil novos empregos na época. Em 1947, a montadora alemã iniciou as exportações do carro, primordialmente para a Holanda. Oito anos depois, em 1955, o modelo já era um grande sucesso, atingindo a marca de 1 milhão de unidades produzidas.

O Fusca também fez sucesso ao redor do mundo, com linhas de produção na África do Sul, México e Brasil. Por aqui, a fabricação do veículo começou em 1959 e foi encerrada em 1986, na planta da VW em São Bernardo do Campo (SP). Entretanto, com incentivo do então presidente da República, Itamar Franco, a empresa alemã retomou a montagem do Fusca em 1993, com o modelo que ficou popularmente conhecido como "Itamar".

Em 1996, com 47,7 mil unidades produzidas desde 1993, o Fusca se despediu definitivamente dos brasileiros. Para marcar o final da carreira do carro, a Volkswagen lançou a edição limitada Série Ouro. Mas a fabricação do lendário modelo ainda foi mantida na planta de Puebla (México).

Em 2003, as constantes quedas nas vendas obrigaram a VW descontinuar a montagem no Beetle também em território mexicano, encerrando a história do carro que é um dos maiores ícones da indústria automobilística global. Hoje, ainda na planta de Puebla, a montadora fabrica o New Beetle, modelo que traz o nome do lendário carro da VW, mas consiste em uma proposta mais requintada e distante das massas populares.

Confira abaixo algumas curiosidades sobre o carro.

  • Veja os nomes do Fusca no mundo: Ladybug (Romênia), Boblen (Dinamarca), Agroga (Iraque), Coccinelle (Bélgica), Garbus (Polônia), Scaraveos (Grécia), Maggiolino (Itália), Vocho ou Pulguita (México), Kuplavolkkari (Finlândia), kotseng kuba (Filipinas), Kodok (Indonésia), Brouk (República Checa), Carocha (Portugal), Buba (Sérvia), Escarabajo (Espanha), Peta (Bolívia), Boble (Noruega), Buba (Croácia), Bug (EUA), Foxi (Paquistão), Bjalla (Islândia), Scoro Scoro (Namíbia) e Kabuto-mushi (Japão).

  • Hitler queria um carro popular (Volkswagen = volks/povo + wagen/carro), inspirado no sucesso do Ford Modelo T.

  • Mas o ditador queria mais e encomendou a Porsche um carro que atingisse 100 km/h de velocidade, consumisse no máximo 7 litros de combustível a cada 100 quilômetros, tivesse espaço para acomodar quatro pessoas e custasse, no máximo, 1 mil marcos imperiais, moeda alemã da época

  • O nome Fusca é uma abreviação de Folkswagen, forma alemã de pronúncia da palavra Volkswagen

  • Kübelwagen era a versão jipe do Fusca usada na Segunda Guerra Mundial

  • Schwimmwagen era a versão anfíbia do Fusca também utilizada nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial

  • O primeiro lote de Fuscas chegou ao Brasil no fim de 1950. Ao todo foram importadas 30 unidades pela empresa Brasmotor

  • Em 1953, a Volkswagen atingiu a marca de 500 mil Fuscas fabricados na Alemanha

  • Em 1953, o Fusca passou a ser montado em um pequeno armazém no bairro do Ipiranga, em São Paulo

  • Em 1955, a Volkswagen atingiu a marca de 1 milhão de Fuscas produzidos. A mesma marca seria atingida no Brasil em 1972

  • Cornowagen era o apelido dado aos Fuscas equipados com teto solar. Logicamente, a versão não teve sucesso

  • A primeira unidade do Fusca, produzida em 7 de janeiro de 1959, no Brasil, foi vendida ao empresário Eduardo Andréa Matarazzo

  • O nome Fusca foi oficializado no Brasil em 1983

  • Em 60 anos foram produzidos 21.529.464 Fuscas. Cerca de 15% desse total foram vendidos no Brasil

  • O recorde mundial de quilometragem foi atingido por um Fusca 1963. Se proprietário, o americano Albert Klein, rodou 2.515.852 quilômetros com ele

  • Em janeiro de 1993, o então presidente da República, Itamar Franco, grande admirador do Fusca, pede a Pierre-Alain De Smedt, presidente da Volkswagen, que o modelo seja relançado, sete anos após ele sair de linha

  • O Fusca Itamar foi produzido de setembro de 1993 a junho de 1996. Saíram da linha de montagem 47 mil unidades. No ano de seu relançamento, a lista de espera pelo modelo chegou a 13 mil pessoas

  • O último Fusca saiu da linha de montagem da fábrica da Volkswagen de Puebla, no México, em 2003

  • O Fusca 1979 estreou as famosas lanternas Fafá, uma homenagem à cantora Fafá de Belém, que além de sua bela voz, chamava a atenção pelos seios fartos

  • Fusca foi fabricado no Brasil a partir de 1959 e saiu de linha, definitivamente, em 1996, quando chegou à marca de 3,1 milhões de unidades produzidas
  • Bibliografia:

  • A História de um Símbolo, Prêmio Editorial, 1996

  • Eu Amo Fusca, Alexander Gromow, Ripress Editorial, 2003

  • Almanaque do Fusca, Fábio Kataoka e Portuga Tavares, Ediouro, 2006

  • Assessoria de Imprensa da Volkswagen do Brasil

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