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 Nissan Xterra SE 4x407/03/2006 

 Com motor eletrônico, jipão ganha mais fôlego para enfrentar os concorrentes
Texto, Fotos e Notas: Marcelo Goto
Medições: Instituto Mauá de Tecnologia - IMT

FICHA TÉCNICA
NÚMEROS DO TESTE
FÓRUM
CONCORRENTES






Desde agosto do ano passado, o utilitário esportivo da Nissan conta com o motor turbodiesel eletrônico 2.8 Sprint 4.07 TCE, produzido pela MWM-International, sob o capô. Essa unidade substituiu a versão mecânica 4.07 TCA com o objetivo de atender às exigências ambientais da norma Conama 272 (Euro III), que determina a redução da emissão de poluentes por motores movidos à diesel em todos os veículos produzidos a partir de janeiro último. Além da diminuição dos níveis de emissões e ruído, a mudança trouxe outros benefícios, como um pequeno ganho de potência (8 cavalos – de 132 cv para 140 cv, a 3.500 rpm). Segundo a montadora, o novo motor tem índice de nacionalização de 70%.

ESTILO
Ao contrário da Chevrolet Blazer, que herdou o mesmo propulsor, o Xterra não sofreu nenhuma mudança no visual, exceto o acréscimo da inscrição “2.8 TDI eletronic” na tampa traseira e a inclusão de mais uma opção de cor na gama, a Verde Army metálico. Mesmo mantendo a mesma aparência desde seu lançamento, em meados de 2003, o todo-terreno fabricado em São José dos Pinhais (PR) ainda atrai atenções por onde passa, principalmente por seu porte avantajado e seu estilo que, segundo a marca, foi inspirado em uma caixa de ferramentas.

Por dentro, a proposta de ser prático como um canivete suíço continua. Não faltam porta-objetos (com dois compartimentos no descansa-braço, entre os bancos do motorista e passageiro, nas portas), porta-copos (no console central e na base do descansa-braço), tomadas de 12V (no painel, no porta-objetos do descansa-braço, na base do descansa-braço, e no porta-malas ao lado do subwoofer) e ganchos de fixação de bagagens (metálicos, no porta-malas, e de plástico, no teto). O volante possui regulagem de altura e o sistema de áudio inclui CD-player com capacidade para seis discos.

   

O painel, apesar de dispor de mostradores (contagiros, velocímetro e mostradores de temperatura e nível de combustível) com boa visualização, já mostra sinais de que está ficando defasado.

DESEMPENHO
Ao contrário do que ocorreu com a potência, os valores de torque – 34,7 kgfm a 1.700 rpm – foram mantidos. O mesmo ocorreu com o escalonamento das marchas da caixa de câmbio. Avaliado tanto na estrada quanto fora dela, o Xterra se destacou mais pela redução de ruído e vibrações dentro da cabine do que pelo desempenho. Realmente, ele ficou mais silencioso, apesar de o motor ainda emitir aquele barulho que lembra um caminhão de pequeno porte.

   

A direção hidráulica tipo setor e rosca sem fim é leve e facilita manobras que necessitam de um pouco mais de agilidade. Já a caixa de câmbio e o sistema de tração integral são típicos de um veículo fora-de-estrada: ásperos. Outro item que pesou contra o Xterra foi a suspensão traseira, que incorpora eixo rígido e feixe de molas. Essa configuração, que aliás, é a mesma da Blazer, proporciona desconforto para quem viaja atrás, pois sacoleja muito em pisos irregulares. Nos quesitos frenagem e estabilidade, o jipão teve comportamento satisfatório, levando-se em conta o seu tamanho avantajado e as implicações que essa característica acarreta.

De acordo com ensaios feitos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), o Xterra acelera de 0 a 100 km/h em 14,27 segundos, acima dos 13,5 s declarados pela Nissan do Brasil. A velocidade máxima é de 173 km/h. As retomadas de 60 a 100 km/h e 80 a 100 km/h são feitas em 10,82 s e 6,76 s, respectivamente. Nos ensaios de frenagem, o utilitário precisa de 24,1 metros para parar totalmente a uma velocidade de 60 km/h. A 100 km/h, por sua vez, são necessários 57,7 m.

As medições de ruído, por sua vez, apontaram o que já havíamos notado durante a avaliação. Conforme a rotação do motor sobe, o barulho dentro da cabine fica mais aparente. São 64 dB, a 80 km/h, e 69 dB a 100 km/h. De acordo com a Nissan, com 1 litro de diesel, o Xterra percorre 12,3 quilômetros, em trechos urbanos, e 15,9 quilômetros, na estrada.

   

Longe do asfalto, próximo da rodovia Castello Branco, na Grande São Paulo, o Xterra encarou trechos acidentados e mostrou disposição diante de rampas e declives. Isso, graças a seu torque máximo, disponível a apenas 1.700 rpm. Os bons ângulos de ataque (34º) e saída (29º), além da altura livre do solo (23,5 cm), evitaram que a parte inferior do jipão raspasse no piso.

MERCADO
O Nissan Xterra, que tem preço inicial fixado em R$ 122.911, terminou 2005 no 22º lugar no ranking de vendas de utilitários, com 1.264 unidades comercializadas. Em outubro último, foram emplacadas 57 unidades do modelo, quase a metade do volume de vendas do mês anterior, logo após a chegada do novo motor. Em novembro e dezembro, o modelo se recuperou e vendeu, respectivamente, 107 e 105 unidades. No início desse ano, o volume de vendas voltou a cair com 54 emplacamentos, em janeiro, e 50, em fevereiro. Sua principal concorrente, a Toyota Hilux SW4 acumula 760 unidades comercializadas no bimestre.

   


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