Texto e Notas: Carlos Guimarães
Fotos: Oswaldo Palermo
Medições: Instituto Mauá de Tecnologia - IMT
Estilo
Desempenho
Mercado
Notas do Carsale
Números do teste
Ficha técnica
Debata com os internautas
O segmento de monovolumes compactos vai receber dois novos integrantes feitos no Brasil este ano: Citroën C3 e Honda Fit. A data provável de chegada dos modelos é o mês de maio. Enquanto as duas novidades não chegam às lojas, os concorrentes GM Meriva 1.8 16V e Mercedes Classe A 190 Avantgarde vão para pista de testes e travam uma disputa comparável a de algumas versões esportivas.
Segundo os números do teste do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) e as notas do Carsale, o modelo da marca alemã se destacou em desempenho. Os ponto fortes do rival da GM foram o espaço interno, a versatilidade e o conforto.
ESTILO
O Classe A deve receber uma reforma visual em breve, pelo menos no mercado europeu, já que desde que foi lançado na Europa, no início de 1998, não recebeu mudanças estéticas significativas. Mas mesmo assim, ainda se mantém atual. Os principais problemas ficam por conta da estreita janela traseira (que prejudica a visibilidade) e dos bancos duros, que prejudicam o conforto. Os assentos traseiros podem ser retirados para ampliar o espaço para bagagem, mas o sistema que permite a remoção poderia ser mais prático.
O Meriva exibe linhas mais arrojadas e que favorecem o aproveitamento do espaço interno e garantem boa visibilidade. Na hora de levar as malas para a viagem, o espaço no porta-malas é praticamente o mesmo do rival da Mercedes ( 360 litros do GM ante 350 litros do Classe A), mas é mais fácil chegar aos 1.570 litros de volume máximo graças ao sistema Flex Space. Outra vantagem é que o banco traseiro é deslizante, variando a capacidade do porta-malas e o espaço disponível para os passageiros.
Na versão Avantgarde, o Classe A tem apelo esportivo, com detalhes como rodas de aro 15 com pneus 195/55R de desenho exclusivo, ponteira de escapamento cromada e lanternas com luzes de ré e de indicação fumê. No Meriva, o visual é mais comportado, embora seja possível instalar, como opcional, uma série de itens voltados à esportividade, como aerofólio traseiro com terceira luz de freio embutida e defletores de ar laterais.
DESEMPENHO
É hora de acelerar, e nesse quesito, o Classe A se saiu melhor. O motor 1.9 de 125 cavalos funciona bem com o câmbio manual de cinco marchas, bem escalonado e com engates fáceis e precisos. No Meriva está instalado o 1.8 16V de 122 cv, que mostra certa "aspereza" em altas rotações. Além disso, o câmbio tem relações longas e não é dos mais precisos, já que os engates da primeira e terceira marchas não foram fáceis na unidade testada.
O que também deve ser levado em conta é a relação peso potência mais favorável ao Mercedes (8,76 kg/cv ante 10,9 kg/cv) para chegar à razão pela qual o modelo da marca alemã terminou a prova de aceleração de 0 a 100 km/h antes do concorrente. Segundo os números do IMT, o Classe A precisou de 8,9 segundos e o Meriva de 11,9 s. Segundo os números dos fabricantes , o Classe A 190 atinge 190 km/h e o Meriva 1.8 16V, 185 km/h.
Nas retomadas, a vantagem foi novamente do Mercedes. Aqui, o motor de oito válvulas foi outro fator importante, uma vez que o de 16 válvulas do GM tem dificuldade de "encher" os cilindros rapidamente em baixa rotação, mesmo com o acelerador eletrônico (que dispensa o uso de cabos) e o coletor de admissão multifásico. Para ir de 60 a 120 em quarta marcha, o Classe A cravou 12,7 segundos no cronômetro, marca que merece uma boa 17º posição no ranking de testes, bem a frente dos 19,5s do Meriva.
O comportamento nas curvas do Mercedes é outro ponto positivo, o que foi conseguido com ajuda do controle eletrônico de estabilidade (ESP) e do ajuste mais rígido da suspensão, que, por outro lado, prejudica a absorção das irregularidades do piso. No GM há um meio termo. O sistema de suspensão mostrou claramente que funciona em dois estágios. O primeiro tem o conforto ao rodar como prioridade e o outro é incumbido de manter o carro estável, embora o alto centro de gravidade contribua com a inclinação da carroceria.
MERCADO
O Mercedes Classe A 190 Avantgarde pode ser encontrado por R$ 44.896, preço que inclui direção hidráulica, ar-condicionado, duplo air bag, sistemas eletrônicos de estabilidade (ESP) e tração (ASR), freios ABS, travamento dinâmico das portas, trio elétrico, preparação para som, controlador da velocidade de cruzeiro ("piloto automático"), limitador de velocidade "Speedtronic", faróis de neblina, relógio e indicador de temperatura externa, volante com regulagem de altura, entre outros itens.
O Meriva 1.8 16V básico custa R$ 37.804, preço que não inclui ar-condicionado. Com ele, o movovolume da GM passa a custar R$ 40.918. Mas se a opção for por incluir uma lista mais completa de equipamentos, o preço sobe para R$ 42.204. Entre os itens que fazem pare desse pacote, destacam-se os seguintes: faróis de neblina, bancos dianteiros com porta-revistas e mesa escamoteável nas costas dos encostos, instrumentação com fundo branco e ponteiros vermelhos, mostrador digital com hora e temperatura, além de outros itens. Com o sistema de bancos Flex Space, chega-se a R$ 44.819.
Notas do Carsale
Números do teste
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