Texto e Notas: Carlos Guimarães
Fotos: Oswaldo Palermo
Medições: Instituto Mauá de Tecnologia - IMT
A BMW renovou os sedãs da Série 3 com retoques visuais e aperfeiçoamentos mecânicos para equilibrar as disputas com os rejuvenescidos Audi A4 e Mercedes Classe C. Testado na versão 325i, o modelo alemão mostrou bons resultados nas provas de desempenho e transmitiu segurança mesmo em situações extremas, como mostram os números do teste fornecidos pelo IMT e as notas do Carsale.
É pela parte dianteira que a linha 2002 da Série 3 se diferencia. O conjunto ótico está menor em relação ao modelo anterior, assim como os faróis auxiliares embutidos no pára-choque. Outra diferença é a tradicional grade bipartida, agora alargada para entrar em harmonia com o capô de estilo esportivo. Na traseira, as lanternas ganharam lentes transparentes e os pára-lamas passam a contar com repetidores de pisca.
Basta assumir o volante para sentir que o ponto forte do novo Série 3 é o comportamento dinâmico. A posição de dirigir é típica de um puro-sangue: volante multifunção de três raios, bancos com largos apoios laterais e alavanca de câmbio no alto console central (que se estende até os bancos traseiros). O pisca-alerta e a trava elétrica ficam no console central, o que não incomoda tanto como em outros carros.
O problema do habitáculo fica por conta da falta de espaço no banco traseiro, onde apenas duas pessoas ficam bem acomodadas. Nota-se que o quinto passageiro não é bem-vindo pela ausência do apoio de cabeça e do cinto de três pontos. No assoalho, o túnel do eixo cardã é outro incômodo para quem se aventura a ir sentado no centro.
Exceto pela disqueteira de seis discos no porta-malas (que já caiu em desuso), não há do que reclamar dos itens de comodidade do carro. O ar-condicionado vem com regulagem de meio em meio grau, o sistema de som é de alta-fidelidade e os comandos são de fácil acionamento.
Não é preciso mover nenhum músculo para acionar os faróis e o limpador de pára-brisa, ambos automáticos. Basta escurecer ou começar a chover, e pronto. A luz dos faróis é acionada conforme a luminosidade do ambiente, e as hastes dos limpadores movem-se de acordo com a intensidade da chuva.
O motor de seis cilindros em linha tem 2,5 litros de cilindrada e gera 193 cavalos de potência. Com um novo módulo de gerenciamento eletrônico - além das partes internas modificadas em relação às do antigo 325i - esse propulsor tem bastante facilidade de subir de giro. Na prática, essa qualidade se reflete na aceleração. Para ir de 0 a 100 km/h foram necessários 9,2 segundos.
Aos mais afoitos, é recomendável acionar o sistema de controle de tração (ASC+C) para não correr o risco de sair de traseira nas acelerações bruscas. Uma vez acionado, esse dispositivo mostra que está atuando por meio de uma luz amarela no painel. Para facilitar a "pilotagem", o ideal seria que o câmbio seqüencial pudesse ser comandado por teclas no volante, como no concorrente Audi A4. Pelo menos nos primeiros quilômetros, não é raro se confundir nas trocas de marcha - para subir as marchas, toques na alavanca para trás; para reduções, toques para a frente.
Calçado com rodas de aro 16 e pneus 205/55R, o sedã é estável nas curvas, mérito também da suspensão bem calibrada, que absorve bem as irregularidades do piso. Outro ponto positivo é a retomada de velocidade. Para ir de 60 a 100 km/h, gastam-se meros 4,9 segundos, tempo que sobe para 6,2 segundos na retomada de 80 a 120 km/h, sempre com a alavanca na posição "Drive".
Com preço sugerido de R$ 135 mil, o BMW 325i concorre com o Audi A4 V6 3.0, que custa de R$ 144 mil a R$ 155 mil. Além dele, outro rival é o Mercedes Classe C 320, que vale cerca de R$ 190 mil.
Notas do Carsale
Números do teste
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