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 Avaliação

 Nissan Livina X-Gear31/08/2009 

 Monovolume ganha visual aventureiro para enfrentar selva urbana
Texto: Daniel Magri
Fotos: Oswaldo Palermo / Divulgação Nissan

Um produto para famílias com estilo de vida dinâmico e aventureiro. Foi assim que a Nissan apresentou, nesta sexta-feira (26), o Livina X-Gear, o terceiro integrante da gama Livina e que também é produzido na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. A nova versão da minivan recebeu algumas novidades no visual que o deixaram com uma aparência mais esportiva, sem que isso afetasse sua imagem urbana, característica básica do Livina.

De acordo com a Nissan, as vendas do X-Gear começam no próximo dia 8. Ele chega às concessionárias do País com duas opções de motorização e três versões de acabamento. A versão de entrada é equipada com motor 1.6 16V Flex de 108 cv de potência máxima (com álcool) e câmbio manual de cinco marchas. Ela é oferecida com preço sugerido de R$ 51.700, cerca de R$ 5 mil a mais do que o Livina básico.

O pacote intermediário é o SL e traz freios com ABS, controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BA), além de bancos de couro. Preço: R$ 57.900. O topo de linha vem com motor 1.8 l (126 cv, com álcool) e câmbio automático, e não sai por menos de R$ 63.700. O Carsale avaliou as versões SL (1.6 l) e a topo de linha (1.8 l) com transmissão automática em test-drive que partiu de São Paulo rumo à cidade de Porto Feliz, no interior do Estado de São Paulo. Confira abaixo as impressões.

   

ESTILO

Assim como a maioria dos aventureiros “light” disponíveis no mercado nacional, as diferenças do X-Gear em relação ao Livina convencional começam pelos pára-choques. O desenho da peça ficou mais robusto. Tanto o dianteiro quanto o traseiro trazem proteção de plástico preto mais ao centro e apliques prateados na parte inferior. Segundo a Nissan, os novos para-choques foram desenvolvidos especialmente para o X-Gear e não são adaptações, como ocorre em alguns modelos com esse perfil. Todas as versões do Livina X-Gear contam com rodas de liga leve de aro 15 polegadas e pneus 185/65 R15.

Ainda do lado de fora, a grade dianteira é cromada e traz fundo escuro. As molduras das caixas de roda também são de plástico preto e deixam a minivan com uma aparência mais robusta. Proteções de plástico cobrem parte das laterais que também exibem adesivos com a inscrição X-Gear – item exclusivo do modelo brasileiro, uma vez que ele não está disponível no X-Gear vendido em outros países. Na traseira, o logotipo da Nissan afixado na tampa do porta-malas recebeu uma proteção plástica. O rack de teto completa o visual aventureiro e é oferecido de série em todas as versões.

Se por fora o Livina X-Gear é metido a ser diferente, por dentro nem tanto. Os únicos detalhes que o diferenciam do Livina convencional são o acabamento prateado no contorno do painel de instrumentos – disponível apenas na versão SL –, nas portas e na alavanca de câmbio. Fora isso não existe nenhuma referência, nem mesmo um emblema que indique de que se trata do Livina aventureiro. As versões SL (1.6 l manual e 1.8 l automática) avaliadas pelo Carsale, também traziam sistema de som com MP3 player, com display integrado, entrada auxiliar para Apple iPod e quatro alto-falantes.

Um diferencial interessante do X-Gear é a chave inteligente I-Key, até então oferecida apenas no Grand Livina. Este dispositivo destrava das portas a uma distância de 80 centímetros, sem a necessidade de sacar a chave do bolso. Para acionar o motor, basta girar o miolo, sem inserir a chave.

   

DESEMPENHO

Apesar das novidades estéticas, o X-Gear não teve a suspensão elevada, expediente comum em modelos aventureiros. No entanto, no caso do Livina, isso não chega a ser um ponto negativo, pois ele já possui uma boa altura em relação ao solo (16,5 cm). A posição ideal de dirigir exige alguns ajustes para ser encontrada, graças à alavanca que regula o encosto do banco de difícil manuseio. O volante tem apenas regulagem de altura. A condução do Livina X-Gear, no geral, é bastante agradável. Apesar de ser uma legítima minivan urbana, ela absorve bem imperfeições do piso.

O motor de 1.6 litros, com câmbio manual, também anima. Seu torque máximo de 15,3 kgfm (com álcool) é disponibilizado a 3.750 rpm e garante fôlego ao modelo, que responde rapidamente quando o pedal do acelerador eletrônico é acionado. Ainda em trecho urbano, mantendo uma velocidade de 70 km/h, o bloco trabalhava a cerca de 2.600 rpm, ou seja, um bom nível de rotações e que garante nível ruído razoável dentro da cabine.

Já na estrada, o X-Gear chegou a balançar um pouco em retas longas e com o vento soprando contra. Segundo a Nissan, as mudanças na parte externa não geraram alterações no coeficiente aerodinâmico do veículo (0,336). Em curvas, mesmo em velocidades mais altas, mais uma vez o bom acerto da suspensão mantém o monovolume firme, sem inclinar a carroceria.

Se com o câmbio manual o Livina já se mostrava um veículo bastante confortável, a versão com o motor 1.8 l e transmissão automática de quatro velocidades, o deixa ainda mais dócil. Este bloco, feito de alumínio, é o mesmo que impulsiona o Tiida Flex e um dos pontos fortes é o fato de que 90% do torque máximo de 17,5 kgfm está disponível a 2.400 rpm. O câmbio conta ainda com Overdrive, recurso que alonga a relação da quarta marcha e melhora o consumo de combustível.

   

MERCADO

O objetivo da Nissan é de comercializar 700 unidades do Livina X-Gear até dezembro deste ano. A marca ainda prevê que 30% deste total seja da versão de entrada, 35% da versão 1.6 SL e outros 35% da versão topo de linha. Para chegar a este volume, o modelo terá pela frente rivais como o recém-lançado Kia Soul, o Honda Fit, o Citroën XTR, além de Fiat Idea Adventure e do Peugeot 207 SW Escapade.

O Livina X-Gear conclui o plano Shift Mercosul, anunciado pela Nissan em 2006, e que prevê investimentos de US$ 150 milhões (cerca de R$ 280,8 milhões) até o fim de 2009, além do lançamento de seis produtos – Murano, Sentra, Tiida, X-Trail, Frontier nacionalizada e a família Livina.

Novos planos de investimento serão anunciados pelo fabricante no início do ano que vem, segundo o presidente da Nissan Mercosul, Thomas Besson. Em entrevista ao Carsale, o executivo ainda afirmou que a marca pretende, em 2010, atingir cerca de 2% de participação do mercado nacional de veículos. No entanto, segundo Besson, este crescimento se dará graças aos modelos já lançados pela Nissan durante o Shift Mercosul, sem adiantar futuros lançamentos.

 


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