A Renault do Brasil apresentou a linha 2009 do utilitário Master com um objetivo bem claro: ganhar espaço no mercado brasileiro de furgões. Para isso, a marca francesa realizou uma série de modificações em todos os integrantes da gama, formada por três versões de carroceria (Minibus, Furgão e Chassi Cabine) e seis diferentes medidas de altura e comprimento de cabine.
Outra carta na manga da Renault para aumentar participação no mercado são os modelos adaptados. Todos os projetos de veículos transformados são validados pela marca e saem com garantia total de fábrica. Isto acontece graças a uma parceria entre a Renault e empresas de adaptação. Desta forma, o Master também é disponibilizado nas variantes ambulância, perua escolar ou adaptado para o transporte de pessoas com necessidades especiais.
O novo Master Chassi Cabine parte de R$ 77 mil, enquanto o Master Furgão L1H1, com capacidade de carga de 8 m³, sai por R$ 79.700. Capaz de acomodar um volume de 10,8 m³, o Furgão L2H2 – versão avaliada pelo Carsale em percurso urbano na cidade de São Paulo – tem preço sugerido de R$ 87.800. A variante L3H2 abriga 12,6 m³ de carga e é oferecida por R$ 91.800. Para o transporte de passageiros, a gama Master conta com duas versões, de 13 ou 16 lugares, que saem por R$ 101.100 e R$ 103.100, respectivamente.
ESTILO
A linha 2009 do Master recebeu algumas alterações estéticas que o colocam em sintonia com outros veículos da Renault. As mudanças de maior destaque foram realizadas na dianteira, que ganhou novo capô, grade frontal, faróis com refletores duplos e pára-choques. Na parte interna, o painel passa a contar com novos porta-objetos, enquanto o painel de instrumentos apresenta novos contornos. O acabamento é bastante simples, porém sem falhas.
O sistema de refrigeração foi aprimorado e, segundo a Renault, mantém a temperatura do interior sempre homogênea. “Com estas modificações, tentamos deixar a cabine do Master o mais semelhante possível com a de um carro de passeio”, afirma o gerente de Marketing e Produto da Renault do Brasil, Ricardo Fischer. Em qualquer versão ou configuração, o novo Master traz, de série, itens como direção hidráulica, ar quente, hodômetros digitais total e parcial, banco do motorista com regulagem de altura e inclinação, bloqueio de ingição por transponder, relógio digital e farol com regulagem de altura.
A lista de opcionais traz itens como o sistema de freios com ABS, airbag, vidros, travas e retrovisores elétricos e divisória de vidro separando motorista e passageiro da carga. A versão avaliada pelo Carsale trazia todos estes itens, no entanto, segundo tabela divulgada pela Renault, seu preço teria um acréscimo de R$ 11.400 (valor do Pack Luxo FG).
DESEMPENHO
Todas as versões do Master estão equipadas com o mesmo motor. Trata-se do bloco turbodiesel 2.5 dCi de 16 válvulas. Ele é dotado de acelerador eletrônico, cabeçote de alumínio, duas árvores de comando de válvulas e sistema de injeção direta do tipo common rail. Esta unidade está acoplada a uma nova caixa de câmbio manual de seis marchas. Ambos componentes são produzidos pela Renault, na França. O conjunto é capaz de desenvolver 115 cavalos de potência máxima a 3.500 rpm. O torque é de 29,6 kgfm, disponível a 1.600 giros. De acordo com a Renault, o modelo vai de 0 (zero) a 100 km/h em 16,5 segundos e pode atingir 145 km/h de velocidade máxima.
Durante o teste drive, realizado na zona sul da capital paulista, o motor do Master Furgão trabalhou melhor em baixas rotações. Suas respostas são mais imediatas quando as trocas de marchas são realizadas entre 2.500 rpm e 3.000 rpm. Falando em troca de marchas, este é um ponto que vale ser ressaltado. Na linha 2009, a Renault reposicionou a alavanca de câmbio, que agora está instalada no painel. Desta forma, o motorista passa menos tempo com as mãos fora do volante. O ponto negativo, no entanto, fica por conta do nível de ruído dentro da cabine. Alguns elementos para aumentar o isolamento acústico seriam bem vindos.
MERCADO
O mercado nacional de furgões representa 25% das vendas do mercado de veículos comerciais leves no Brasil – os 75% restantes ficam com as picapes. Em seu segmento, o Master é o 3º modelo mais vendido, com 17,4% de participação. Seus principais concorrentes são Fiat Ducato, que tem uma fatia de 32,4%, e o Mercedes-Benz Sprinter, com 25,4%.
Com o lançamento da linha 2009 do Master e a adição do Kangoo, modelo que compõe a lista de veículos comerciais leves da Renault, a marca francesa espera fechar o ano com cerca de seis mil unidades vendidas. Isto representa um crescimento de 8,5% em relação a 2008. Segundo o vice-presidente Comercial da Renault do Brasil, Christian Pouillaude, este é um segmento que tem um potencial muito grande, ainda mais no grandes centros urbanos. Para justificar sua tese, o executivo citou o exemplo da própria cidade de São Paulo, onde existe uma restrição para a circulação de veículos pesados em determinadas regiões. “Com esta restrição, as entregas de cargas dentro da cidade serão cada vez mais realizadas por furgões”, explicou Pouillaude.