O ditado “tamanho não é documento” cabe bem ao novo sedã A6, da Audi. Não pelas dimensões da carroceria, mas pela ousadia do novo motor: o bloco 3.0 V6 TFSI, que passa a equipar o modelo, é 35 cavalos mais potente que o antigo propulsor 3.2 V6 FSI litros, agora aposentado pela Audi. O novo A6 disponibiliza 290 cv a partir dos 4.500 giros. O segredo da eficiência – palavra de ordem para a Audi - está na sobrealimentação do motor e em um conjunto de tecnologias, que inclui a injeção direta de combustível. A antiga versão com motor 4.2 litros, de 355 cv, também deixa de ser oferecida no mercado brasileiro.
Com pequenas mudanças no visual, o A6 chega às lojas em duas versões de acabamento, 3.0 TSFI Sport quattro, por R$ 279.700, e 3.0 TFSI Sport Plus, por R$ 294.700. O sobrenome ‘quattro’ indica outra novidade: as duas versões são equipadas, de série, com tração integral. Nesta semana, experimentamos o modelo mais completo, A6 Sport Plus, em test-drive realizado nas estradas do interior paulista.
ESTILO
Por fora, o A6 é quase igual àquele que você já conhece. O design ainda privilegia o teto em forma de cupê, que fez sucesso no modelo anterior, e a tradicional grade, em formato trapezoidal. O que faz a diferença são os farois, bixenônio, que agora possuem seis LEDs (diodos emissores de luz) integrados, além de sistema de lavagem. A traseira também ganhou mudanças no para-choque e novo desenho das lanternas, também equipadas com LEDs. As rodas são de liga-leve, de 18 polegadas.
A versão Sport Plus traz alguns detalhes exclusivos no visual, como soleiras nas portas dianteiras e detalhes cromados na grade frontal e nos contornos dos farois auxiliares de neblina. Internamente, os bancos dianteiros são esportivos, da linha ‘S-Line’, de couro, e o acabamento de painel e portas traz detalhes em aço escovado. Motorista e passageiro têm ajustes elétricos de altura, lombar e do encosto do assento, com memória. A regulagem do encosto de cabeça é feita manualmente.
O acabamento passa longe de rebarbas e falhas. Painel e portas são emborrachados e há porta-objetos central, entre os bancos dianteiros. Atrás também há descansa-braço central, com porta-copos retrátil. O ar-condicionado é digital, dual-zone, e quem viaja atrás conta com difusores centrais e laterais, mas sem o ajuste de temperatura. Todos têm direito a encostos de cabeça e cintos de segurança de três pontos. Destaque também para o MMI (Media Interface), com monitor central, que controla as funções do áudio, Bluetooth e câmera de vídeo para estacionamento (opcional).
DESEMPENHO
O conjunto motriz do A6 não leva apenas os 1.725 quilos do sedã. Motor, transmissão e suspensão trabalham juntos para carregar o peso da esportividade, e cumprem a tarefa com mérito. O bom torque de 42,9 kgfm, disponibilizado logo aos 2.500 giros, impressiona quem está atrás do volante. A suspensão, que está 10 milímetros mais baixa que o modelo anterior, age com firmeza em todas as situações, privilegiando a atitude esportiva do sedã, principalmente nas estradas - mas o comportamento deixa o A6 menos amigável nas ruas esburacadas da cidade. A tração integral permanente dá completa segurança ao condutor.
O câmbio automático Tiptronic, de seis velocidades, proporciona trocas sutis e favorece a economia de combustível. Aos 120 km/h, velocidade limite estabelecida pelas estradas, e com o câmbio posicionado no ‘D’ , o conta-giros marcou 2.000 rpm, o que prova a sua eficiência em consumo. Segundo a Audi, o A6 faz 6,8 km/l na cidade e 12,7 km/l na estrada. Há opção de trocas manuais pela alavanca ou por borboletas atrás do volante, e também a função Sport, que apimenta a condução. Com o câmbio na posição ‘S’, nas mesmas condições de velocidade, o marcador subiu para 2.700 rpm.
Por trás da sigla ‘TFSI’, o motor do A6 guarda uma coleção de tecnologias. O V6 é equipado com módulo de compressão de ar de admissão, composto por dois rotores, acionados por correia, que aumentam a pressão interna do motor. Há ainda injeção direta estratificada (FSI), acelerador eletrônico, sensores lambda seletivos e sensores de detonação por cilindro. O Audi A6 acelera de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos e alcança velocidade máxima de 250 km/h, limitada eletronicamente. O sedã sai de série com seis airbags (duplos frontais, laterais dianteiros e de cortina), além de freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BA).
A Audi oferece uma lista de opcionais interessante para o A6, mas cobra por isso. O Adaptive Cruise Control, por exemplo, piloto automático que controla a distância e velocidade do veículo em relação ao carro da frente, custa R$ 10.480, incluindo computador de bordo colorido. O sistema de auxílio ao estacionamento, com câmera de vídeo na traseira, sai por R$ 3.190. A tecnologia que alerta o motorista sobre as pegadinhas do ponto-cego, por meio de duas luzes nos retrovisores (Audi Side Assist), custa R$ 4.260. Com tudo isso, o preço do A6 salta para R$ 312.630.
MERCADO
O Audi A6 esbanja esportividade, atributo que está na ponta da língua da Audi para fisgar novos compradores, e tem fôlego para enfrentar os rivais diretos, BMW 530i (R$ 273 mil) e o Mercedes-Benz Classe E (a partir de R$ 269.900, com motor V6 3.5 litros). Apesar disso, o sedã da Mercedes promete dar trabalho ao A6, já que acaba de chegar ao mercado brasileiro renovado, cheio de tecnologias de série e por menor preço.