Texto: Jairo Morelli
Fotos: Divulgação
Desempenho
Mercado
Ficha técnica
Indaiatuba (SP) – A General Motors apresentou oficialmente nesta terça-feira (20), a linha 2006 dos modelos Corsa, Meriva e Montana. Os veículos não trazem modificações estéticas e a grande novidade ficou por conta da introdução da terceira geração de motores flexíveis 1.8 e 1.0, que ficaram mais econômicos e potentes, segundo a GM. Além dos propulsores, o Corsa ganhou novas cores, a Meriva recebeu bandeja para guardar objetos atrás do banco do passageiro dianteiro (na versão Premium) e porta-carteira também na frente dos assentos da frente, para todas as versões. Na Montana, a diferença fica por conta da exclusão da versão off-road, que, a partir de agora, terá de ser montada na rede de concessionárias da marca.
Dentre as principais modificações praticadas nos novos propulsores estão o cabeçote com balancins roletados e válvulas com hastes de menor diâmetro, o coletor de admissão confeccionado em plástico no lugar do alumínio, garantindo redução de peso e melhor fluxo de gases, e o sistema de injeção eletrônica, agora, seqüencial e com acelerador eletrônico. Com as transformações, a empresa diz que conseguiu reduzir o consumo de combustível em atém 8% e aumentar o torque e a potência, o que garantiu ao modelo mais vendido da marca, o Corsa 1.0, o título de automóvel popular mais potente do mundo.
DESEMPENHO
E para comprovar se as mudanças realmente surtiram efeito, levamos o Corsa 2006 para a pista de testes da companhia, composta por circuito oval, que simula uma reta infinita, e curvas com os mais diversos tipos de inclinações e pisos. Segundo números da GM, o Corsa VHC Flexpower 1.0 passa a contar com 79 cavalos de potência, quando abastecido com álcool, e 77 cv, com gasolina, ambos a 6.400 rpm. Um ganho de até oito cavalos de potência frente à versão equipada com o motor de segunda geração, a gasolina, de 71 cv.
O torque subiu para os 9,4 kgfm a altíssimas 5.200 rpm, com o combustível renovável, e para 9,3 kgfm a 5.200 rpm, com gasolina. A velocidade máxima pulou dos 157 km/h para os 163 km/h, com o combustível renovável, e para 166 km/h, com o derivado do petróleo. Para atingir os 100 km/h, o modelo precisa, agora, de 14,3 segundos, utilizando apenas álcool, e 14,4 segundos, rodando com gasolina.
E durante a avaliação deu para perceber que o modelo ficou mais ágil e com respostas mais rápidas e precisas. A impressão é de que o acerto foi bem feito, apesar do grande peso do modelo ainda pedir propulsor mais potente. O nível de ruídos do motor, assim como as vibrações, também melhoraram. Ainda não é o ideal, porém, a diferença frente à versão anterior é nítida. A embreagem contínua bem alta, praticamente idêntica a da linha 2005. Em resumo, tratando-se de um veículo popular, onde a economia de combustível e o baixo custo de manutenção são as prioridades, as mudanças agradaram. O ponto negativo fica por conta do acabamento da versão de entrada Joy que poderia ter sido melhorado.
Já o Corsa 1.8 – que traz o mesmo propulsor que equipa a Meriva e é produzido pela GM-Powertrain –, segundo números da GM, passa a esconder sob o capô a potência de 114 cv, com álcool, e 112 cv, com gasolina, ambos a 5.600 rpm. Na comparação com o antigo 1.8, o modelo ganhou 5 cv e 7 cv, respectivamente. Já o torque, por incrível que pareça, ficou o mesmo com ambos combustíveis: 17,7 kgfm a 2.800 rpm (o motor de segunda geração trazia 18,2 kgfm de torque, com o derivado do petróleo, e de 17,3 kgfm, com álcool).
Com as alterações, os números de desempenho também subiram. Com o combustível renovável, o carro atinge os 190 km/h de velocidade máxima e os 100 km/h em 10,1 segundos. Já com gasolina, o modelo chega aos 188 km/h e faz de 0 a 100 km/h em 10,3 segundos. E deu para perceber que o que já era bom ficou ainda melhor. De acordo com o fabricante, com este propulsor, o carro apresenta redução de até 8% no consumo, além de aumento, até certo ponto, significativo no desempenho. O motor 1.8 mostrou-se, obviamente, mais indicado para carregar um veículo como o Corsa. Já o torque, que já era bom, melhorou em baixas rotações, porém, em altas, o modelo ainda deixa a desejar.
MERCADO
A grande sacada da GM foi conseguir, apesar do alto investimento aplicado, manter os preços da linha 2006 idênticos ao da linha 2005. Até quando os preços serão mantidos não se sabe, porém, o Corsa 1.0 Flex continua custando a partir de R$ 30.104 e o 1.8 Flex a partir de R$ 34.054. A Meriva se manteve em R$ 43.103 e a Montana em R$ 34.054, ambos com propulsor 18 Flex. Com a chegada da nova linha e a introdução do motor 1.0 bicombustível de terceira geração, a expectativa da empresa é de recuperar o terreno perdido para a concorrência e, quem sabe, tornar o Corsa líder do segmento.
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