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 Peugeot 307 SW25/04/2003 

 Uma perua com a praticidade das minivans
Texto: Aladim Lopes Gonçalves
Fotos: Divulgação

Com a intenção de conquistar os que procuram por um modelo familiar, a Peugeot acaba de lançar a perua 307 SW no Brasil. Entre as principais inovações, o carro traz dois conceitos que merecem destaque: teto de vidro panorâmico (fixo e que começa no pára-brisa e segue até o meio da segunda fileira de bancos) e modularidade (função que permite usar os bancos traseiros em até 20 combinações diferentes). Mas para ter essa perua arrojada na garagem é preciso desembolsar R$ 54.550, valor que inclui ar-condicionado, freios ABS e airbags de série.

Durante a apresentação do carro (que pode ser classificado como uma perua disfarçada de minivan) em Campinas (SP), Carsale pôde avaliar a versão familiar do 307, que já pode ser encontrada nas revendas da marca em todo o país. Durante o percurso, de cerca de 90 quilômetros, a perua mostrou um conjunto de suspensão bem acertado, o que contribuiu com o bom nível de aderência nas curvas.

   

Para se adequar ao comportamento do motorista brasileiro, o câmbio da 307 SW teve a sua relação de marchas encurtada, o que contribuiu para melhorar o aproveitamento da potência de 138 cavalos a 6.000 rpm e do torque do motor que chega a 19,4 kgfm a 4.100 rpm. Portanto, a melhor condição para a troca de marchas e obter melhores retomadas de velocidade (no caso de ultrapassagens, por exemplo) fica entre as 4.000 e 6.000 rpm. Fora disso, o desempenho do motor 2.0 pode ser considerado normal para o segmento. Afinal temos que levar em conta a relação peso/potência, já que estamos falando de uma perua de 1.355 quilos.

Além do eficiente sistema de freios ABS, a 307 SW conta ainda com uma série de outros recursos, como ESP, ASR e REF (repartidor eletrônico de frenagem). Com tanta tecnologia, o resultado não poderia ser outro, senão de boa segurança, sobretudo nas situações em que é necessário frear bruscamente ao mesmo tempo em que se executa alguma manobra no volante para desviar de algum obstáculo. A resposta do freio ao acionamento do pedal é precisa e se percebe nitidamente os sistemas de segurança procurando estabilizar o carro.

Quem busca por bom espaço interno não vai se decepcionar. Isso porque o entreeixos da perua foi aumentado em 10 centímetros, numa comparação com a versão hatch. Com esses números o comprimento da 307 SW chega a 4,42 metros, o que equivale a 22 cm a mais que o hatch. Além disso, a exemplo do que também ocorre nas minivans, a 307 SW é 3,4 cm mais alta que a versão hatch.

   

Os comandos do painel e do console são de fácil acesso para o motorista, o único porém, é o de regulagem do volante, que fica praticamente embutido na parte inferior. Depois de uma olhada no manual, bastou pressionar um dispositivo embaixo da direção do lado esquerdo para ter acesso ao controle e, finalmente, colocá-lo na posição ideal. No console, fica o botão que fecha a cortina do teto de vidro (em dias muito quentes, com certeza será um recurso muito utilizado). Para quem se preocupa com espaço para acomodar pequenos objetos, o porta-luvas contempla bem esse tipo de necessidade.

Outra característica das minivans que está presente na perua 307 é a instalação de "mesinhas" dobráveis (semelhante àquelas usadas para receber o serviço de bordo em aviões) no encosto dos bancos dianteiros. Os bancos sobressalentes (opcionais) é outro dote de minivan da 307 SW. Com eles, dá para transportar até sete pessoas. Para a Peugeot, a proposta da modularidade do veículo não é necessariamente essa, mas proporcionar diferentes combinações para os bancos traseiros. Por serem independentes, é possível deixar apenas um banco na segunda fileira e colocar dois na terceira fila, por exemplo.

A partir de 2004, a versão hatch do 307 começará a ser produzida no futuro complexo para veículos médios da Peugeot, que será construído na Argentina com vistas ao comércio exterior e que vai exigir um investimento de US$ 50 milhões. A previsão é que cerca de 70% da produção do 307 seja vendida no Brasil. "A nossa expectativa é de que este veículo se transforme, a exemplo do 206, em mais um pilar para a construção de uma relação de confiança entre o consumidor brasileiro e nossa montadora", destaca Bruno Grundeler, presidente da Peugeot do Brasil.

   

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