A Honda apresentou quatro novos sistemas que reduzem a emissão de combustíveis em seus motores, e serão incorporados aos veículos de série nos próximos três anos. Entre eles, o destaque, especialmente para o mercado nacional, é a tecnologia Flexible-Fuel Vehicle (FFV). Ela é semelhante ao sistema bicombustível já utilizado na maior parte dos carros vendidos por aqui. Além disso, não utiliza bioetanol, mistura de 85% de álcool com 15% de gasolina, recurso utilizado em modelos "flex" da GM, Ford e Chrysler vendidos nos EUA.
O FFV da Honda, diferente dos concorrentes, permite ao motor alimentação com 100% de álcool, 100% de gasolina pura ou a mistura de ambos, em qualquer proporção. A tecnologia passa a equipar, nos Estados Unidos, até o final deste ano, o sedã Civic e a minivan Fit, ambos disponíveis no mercado brasileiro. No primeiro, o propulsor 1.8 rende 140 cavalos e 17,7 kgfm com álcool. Com gasolina, a potência desce para 138 cv e o torque para 17,5 kgfm. Já o motor 1.4 do Fit, utilizando etanol, rende 83 cv e 12,1 kgfm.
O Civic e o Fit nacionais são produzidos na fábrica da Honda em Sumaré (SP) e utilizam as versões a gasolina dos mesmos motores vendidos nos Estados Unidos. Portanto, embora a Honda não fale sobre o assunto, é bem provável que a tecnologia bicombustível também passe a integrar os dois modelos nacionais a partir do ano que vem. Além do FFV, a montadora apresentou também sua nova geração de propulsores a diesel.
Estes, entre outras melhorias, ganharam um conversor catalítico de óxido de nitrogênio, que reduz a emissão de partículas poluidoras. Assim, os propulsores a diesel passarão a poluir menos - o equivalente a um motor a gasolina, diz a Honda. O novo recurso terá lançamento comercial em cerca de três anos. Outra tecnologia apresentada foi a célula de combustível, presente no protótipo FCX. Segundo a montadora, a partir de 2008, haverá uma versão definitiva do carro.
Todavia, ele será produzido em pequena escala e lançado em fase experimental. A célula de combustível converte os gases gerados pela queima de gasolina ou diesel em água, o que gera emissão nula. A quarta tecnologia apresentada é um avanço do VTEC, o comando de válvulas variável, com assistente eletrônico, desenvolvido pela Honda. Em 3 anos, este recurso será incorporado aos carros da marca, no novo motor Advanced VTEC. Segundo o fabricante, ele emite até 75% menos poluentes do que o exigido pela atual legislação ambiental norte-americana. Além disso, vai permitir melhor desempenho aliado à menor consumo de combustível.