Foi-se o tempo em que para entrar com o carro no lava-rápido era preciso abaixar a antena e depois puxá-la com uma pequena chave especial no final da lavagem. Hoje em dia, os receptores estão cada vez menores, ou escondidos nos vidros. Mas com o volume cada vez maior de equipamentos, como TV digital, sistema de navegação por satélite, telefone celular, entre outros itens, existem pesquisas avançadas que devem levar ao uso de diferentes partes da carroceria como receptores. Com isso, as antenas ficariam invisíveis de vez.
Em modelos mais sofisticados, já estão sendo usados alguns tipos de antenas embutidas em algumas partes da carroceria. Nos modelos DaimlerChrysler, por exemplo, o sistema que chama o serviço de resgate em caso de acidente conta com antena escondida no pára-choque traseiro. Outro caso semelhante é o dos Mercedes CL e CLK, cujos sistemas de navegação por satélite vêm com receptores na tampa do porta-malas. Mas para ficarem sob a carroceria, os receptores têm que ter maior potência e qualidade de recepção, além de ocupar um espaço pequeno.
Por isso, os pesquisadores trabalham exatamente para que as antenas escondidas possam ter sinal forte, preciso e que não sofra interferências. Há também a necessidade das novas antenas receberem e transmitirem sinais diferentes, as chamadas MIMO (Multiple Input Multiple Output). Assim, os estudos atuais estão chegando à conclusão de que cada parte da carroceria deve receber um tipo de sinal. Por exemplo: o capô ficará com o sistema de navegação por satélite e a capota com a internet móvel.
Hoje em dia, o Chrysler PT Cruiser Conversível, por exemplo, usa uma antena em miniatura (1,4 centímetro), de alta potência, escondida debaixo do revestimento da barra de proteção dos ocupantes (conhecida também como "santantônio"). Uma antena com o mesmo alcance, cuja tecnologia tenha uma geração de desafasagem, teria 7 centímetros. E isso é apenas o começo do que virá por aí. Em um futuro próximo, as antenas cromadas que sobem e descem com ajuda de um motor elétrico, antes tidas como sinal de modernidade, vão se tornar peças de museu.