Texto: Jairo Morelli
Fotos: Divulgação
Poucos meses depois da Mercedes-Benz ter confirmado o encerramento da produção do monovolume Classe A no Brasil - as lojas receberão as versões nacionais apenas até agosto -, descobrimos quanto vai custar o novo modelo importado por aqui. Segundo fonte da empresa, a versão mais em conta (Classic) será equipada com motor 1.7 litro, de 116 cavalos, que chegará em agosto, custando R$ 115.000, em substituição ao modelo nacional 1.6 e 102 cv, encontrada atualmente por R$ 44.500. Quem quiser, já pode encomendar o novo modelo.
A versão topo de linha (Elegance) passará a contar com motor 2.0 litros, de 136 cv - que substituirá a versão 1.9 litro de 125 cv - e será oferecida por cerca de R$ 136.500. Ainda segundo a mesma fonte, essas serão as únicas versões vendidas no país, deixando de fora da linha a versão intermediária Avantgarde, de 1.9 litro. Com isso, a expectativa de alguns concessionários, que hoje contam com vendas mensais de cerca de 60 unidades, é de que o volume se reduza para algo em torno de 10 unidades/mês.
O novo Classe A importado é um carro totalmente diferente do nacional, daí a principal razão da alta dos preços. Além das mudanças estéticas, o monovolume ganhou maiores dimensões, conforto e potência. O modelo 1.7, além de ganhar 14 cv em relação ao 1.6 nacional, teve o torque aumentado para de 15,3 kgfm para 15,8 kgfm. Com isso, a velocidade máxima subiu dos 180 km/h para 185 km/h. Segundo o fabricante, para acelerar de 0 a 100 km/h são necessários 10,9 segundos contra 11,3 segundos da versão 1.6. No modelo topo de linha, a potência subiu 11 cv, ficando em 136 cv. Além disso, o torque pulou dos 18,3 kgfm para 18,9 kgfm, fazendo a máxima subir para 195 km/h.
A Mercedes também incorporou à segunda geração do Classe A novos recursos para garantir uma dirigibilidade mais precisa e segura. Entre os quais, está o eixo traseiro diferenciado, cuja principal vantagem é o auxílio antiderrapagem nas curvas. Há também o sistema de amortecedores seletivos que, segundo a Mercedes, está sendo utilizado pela primeira vez na indústria automotiva. Esse recurso adapta a absorção de impactos à situação de direção. Outra novidade, oferecida como opcional, fica por conta do monitoramento da pressão dos pneus. O controle eletrônico de estabilidade (ESP) foi aperfeiçoado e funciona com mais precisão e levando com conta mais informações, inclusive do funcionamento da direção.
Na dianteira, o novo Classe A traz detalhes que transmitem mais esportividade que a geração anterior. Os conjuntos óticos ganharam formato de gota e invadem os pára-lamas. A Mercedes vai oferecer, como item opcional, faróis com lâmpadas de xenônio nos fachos alto e baixo, item de série nos modelos mais caros da marca. A grade do radiador não passou por grandes mudanças em relação à versão anterior, mas agora ganhou mais destaque.
Na comparação com a primeira geração do Classe A, o novo também leva vantagem no tamanho: são 23,2 centímetros a mais de comprimento e 4,5 centímetros de largura. Esse aumento da carroceria reflete no maior espaço interno, o que contribui com o conforto dos ocupantes, além do porta-malas mais generoso (435 litros, ante 350 l da versão anterior). A montadora oferecerá outros opcionais já disponíveis nos modelos maiores da marca, como ar-condicionado automático Thermatronic (que detecta parâmetros como nível de umidade e poluição).
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