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 Indústria automobilística: reveja os lançamentos de 200514/12/2005 

Texto: Rafaela Borges
Fotos: Divulgação

Peugeot 206 SW, Toyota Hilux, Volkswagen Crossfox e Fiat Idea. Estas foram as quatro apostas de Carsale para os grandes lançamentos do ano de 2005. Só não contávamos com dois anúncios, um da Toyota e outro da General Motors. O fabricante japonês, durante o lançamento da picape Hilux, em março, confirmou para o segundo semestre do ano o início das vendas do jipão Hilux SW4. Já a GM, por meio da bandeira Chevrolet, surpreendeu o Brasil em fevereiro.

Quando todos davam como certo o lançamento de uma nova versão do Astra Sedan, o presidente mundial da GM, Rick Wagoner, veio ao Brasil anunciar investimentos da ordem de R$ 500 milhões para produção do novo Vectra. As vendas do sedã começaram em novembro último. Além dos lançamentos nacionais, 2005 marcou a chegada de novos modelos importados. Apenas no segmento dos sedãs, ganhamos novas gerações do Audi A4, Citroën C5, Peugeot 407, os Mercedes-Benz Classe C, E e S, além de propulsores renovados para Chevrolet Omega e Honda Accord.

Os utilitários esportivos importados também ganharam novos representantes, três deles da Land Rover e dois da Jeep. Mas, com certeza, o ano de 2005 será lembrado pela consagração dos modelos bicombustível; temos sete fabricantes que utilizam a tecnologia e, este ano, quatro delas disponibilizaram o sistema para propulsores 1.0. Hoje, os veículos do segmento já representam 70% das vendas externas. Os esportivos também merecem destaque: as tradicionais Porsche e Ferrari, além da brasileira Lobini, tiveram lançamentos no ano que termina.

Audi: Já no mês de fevereiro, a marca passou a importar a nova geração do A4. Em junho, durante a temporada de inverno em Campos do Jordão (SP), promoveu o lançamentos de três modelos: A6 Avant, S4 e A8 com nova grade. Além de trazer novos carros, outro fato marcou 2005 para a Audi: o controle da subsidiária brasileira da montadora passou para as mãos da matriz, depois de dez anos de sociedade com o grupo Senna, de Leonardo Senna e Ubirajara Guimarães.

BMW: Entre as marcas de luxo alemãs, a BMW foi a que teve o ano mais fraco. Em janeiro, começou a vender por aqui o Série 1. A nova geração do Série 3 chegou em maio, e em setembro o esportivo M6. O Série 7 reestilizado, que deveria vir para o Brasil em 2005, deve ficar para ano que vem.

Citroën: Logo no começo do ano, a marca francesa passou a importar a nova geração do C5, nas versões sedã e perua Break). Além disso, marcou sua entrada na era bicombustível, com o C3 1.6. O modelo ganhou também propulsor 1.4 nacional, que alavancou suas vendas. Outra novidade foi a adição da motorização 1.6 na linha Picasso. Faltou o já anunciado C3 XTR, que deverá ser um dos primeiros lançamentos de 2006.

Chrysler/Jeep/Dodge: As marcas do grupo DaimlerChrysler marcaram presença no mercado brasileiro. A Chrysler trouxe novidades como o PT Cruiser reestilizado e a Caravan LX, versão menor da perua. Já a Dodge começou a importar do México a picape grande Ram, enquanto a Jeep lançou a nova geração do Grand Cherokee e o Cherokee Sport.

Ferrari: A F430, substituta da 360 Modena, foi lançada este ano no Brasil. A estréia mundial do modelo aconteceu no ano passado, no Salão de Frankfurt (Alemanha).

Fiat: Um dos lançamentos mais aguardados do ano veio de Betim (MG), onde está localizada a fábrica da Fiat. Trata-se da minivan Idea, que chegou ao mercado em setembro fazendo muito barulho. Além do modelo, a montadora italiana promoveu a introdução do motor 1.0 bicombustível no Mille e nas versões de entrada do Siena e Palio. O propulsor 1.4 flex passou a substituir o 1.3 nas opções ELX de Palio, Palio Weekend, Siena e Strada, enquanto o Marea ganhou motorização 1.6. Além disso, no final do ano a montadora ainda disponibilizou a tecnologia bicombustível para o Stilo 1.8 8V e lançou o Palio 1.8R, com apelo esportivo e motor 1.8 do Idea. Os esperados Mille Way e Doblò Flex devem ficar apenas para o início de 2006.

Ford: A montadora norte-americana, em fevereiro, lançou o Ranger 3.0 eletrônica, com a intenção de ser pioneira na introdução da tecnologia. Entretanto, as vendas da picape só começaram em abril e, por isso, depois da Toyota Hilux. Também em abril, teve início a comercialização do EcoSport 1.6 Flex. No mês seguinte, houve o lançamento do Focus Duratec, com novo motor 2.0. O fabricante investiu também em versões especiais, com kits de acessórios: o aventureiro Fiesta Trail, os esportivos EcoSport Freestyle, Fiesta ST e Focus ST, além do Ka MP3. Para finalizar o ano, a Ford começou a exportar o Mondeo reestilizado.

General Motors: A Chevrolet, marca do grupo GM, iniciou o ano com o lançamento de um novo motor para o Omega, o 3.6 V6, e do Celta "Off-Road", com kit aventureiro. Em junho, chegou o Celta 1.0 Flexpower, cuja tecnologia bicombustível logo foi incorporada ao Corsa 1.0. Ainda no capítulo motorização, Corsa, Meriva e Montana ganharam propulsores 1.8 mais fortes. Além disso, S-10 e Blazer receberam motores eletrônicos. Entretanto, o grande lançamento da GM, e também um dos principais do mercado em 2005, chegou no final do ano. A marca apresentou a terceira geração do Vectra, cujas vendas começaram em novembro. A missão do carro é retomar a tradição da empresa no segmento dos sedãs.

Honda: A discrição japonesa marcou a atuação da marca no Brasil este ano. No primeiro semestre, lançou o Fit 1.5. No segundo, passou a trazer do México o Accord 2.0, para concorrer com o novo Vectra. Mas, no ano que vem, promete ter papel mais relevante, com o lançamento da nova geração do Civic.

Jaguar: O fabricante inglês de modelos de luxo marcou presença no Brasil este ano com o lançamento da perua X-Type, que traz motor 3.0. As vendas do carro começaram em janeiro.

Land Rover: Foram três os lançamentos da marca inglesa, controlada pela Ford Motor Company. Em abril, chegou o Discovery III. No segundo semestre, a marca iniciou a comercialização do novo Range Rover e do Range Rover Sport. Este ano, a Land Rover deixou de montar o Defender no Brasil. A partir do ano que vem, o jipe será trazido da Inglaterra.

Lobini: O fabricante 100% brasileiro, depois de anos de expectativa, iniciou a produção e as vendas de seu esportivo, o H1. O modelo traz motor 1.8 Turbo da Volkswagen/Audi.

Mercedes-Benz: Mais que o lançamento de qualquer modelo, o ano de 2005, para a Mercedes-Benz, ficará marcado pelo fim da produção de automóveis da marca no Brasil. A linha de montagem do Classe A, em Juiz de Fora (MG), foi desativada. O substituto do modelo, agora importado, já está disponível no mercado nacional. A Mercedes promoveu também o lançamento dos importados Classe C, Classe E, Classe M, Classe S e CLS.

Nissan: Ano movimentado para a montadora japonesa, essencialmente no segmento "off-road". Em julho, chegou o novo jipe X-Trail; um mês depois, três lançamentos. Além da nova geração do Pathfinder, a marca introduziu novo motor eletrônico na picape Frontier e no SUV X-Terra. O propulsor é o mesmo que equipa os modelos da GM, S-10 e Blazer.

Peugeot: Um dos primeiros – e também mais aguardados – lançamentos de 2005 foi o 206 SW. Alguns meses depois, para desespero de quem comprou a perua 1.6 a gasolina, a Peugeot iniciou as vendas de toda a linha 206 com o mesmo propulsor, mas dotado de tecnologia "flex". Para encerrar o "ano do bicombustível" com chave de ouro, a marca anuncia que, a partir de janeiro, deixa de oferecer motorização 1.0 e passa a disponibilizar 1.4 "flex". Assim, 100% da linha Peugeot será flexível. Em 2005, a montadora lançou também o importado 407, nas versões perua e sedã.

Porsche: Embora as vendas do Cayman S no mercado nacional só comecem em dezembro, a Porsche já promoveu a apresentação do seu mais novo modelo. O preço do esportivo é US$ 168 mil.

Renault: Este ano, o Brasil esperava o lançamento do Mégane Sedan, cuja produção já começou, na planta da marca em São José dos Pinhais (PR). E o sedã não veio, ficando seu lançamento adiado para março de 2006. Logo no início de 2005, a marca lançou o Clio Hi-Torque, com motor mais forte do que o disponível até então. Em novembro, chegou ao mercado o Clio 1.0 Hi-Flex que, além do novo propulsor, incorporou também mudanças visuais leves.

Toyota: Foram dois os lançamentos da marca japonesa este ano. Em março, chegou a nova Hilux, importada da Argentina. O modelo trouxe novos motores, estilo e plataforma. Em outubro, a montadora iniciou as vendas do novo Hilux SW4, jipão baseado na picape e também produzido em na planta argentina da Toyota.

Volkswagen: Erramos a previsão feita em 2004: o principal lançamento da VW este ano não foi o Crossfox (à venda desde abril), e sim o Gol. Afinal, trata-se do modelo mais vendido não só da marca, mas também do Brasil. Em agosto, a montadora lançou o que denomina quarta geração do carro. As mudanças estéticas na dianteira, traseira e interior foram acompanhadas pela perua Parati e a picape Saveiro. Também este ano, o fabricante alemão começou a importar o Passat, este sim uma autêntica nova geração. O principal atributo do sedã é ser o primeiro no Brasil e trazer sistema de injeção direta de combustível. Em janeiro, a VW começa a vender a Kombi com propulsor 1.4 bicombustível. A perua já foi anunciada e apresentada à imprensa.


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