Texto: Carlos Guimarães
Fotos: Divulgação
As reportagens sobre veículos, propagandas e classificados sempre trazem termos que algumas vezes confundem o consumidor, como hatchback, cupê, sedã, utilitário-esportivo, etc. Esses termos designam a configuração da carroceria e ajudam na classificação e comparação entre os modelos disponíveis no mercado. Veja como identificar cada um deles:
Sedãs:
São automóveis de três volumes bem definidos, ou seja, o motor, o habitáculo dos ocupantes e o porta-malas. Podem ter duas ou quatro portas e subdividem-se em categorias de acordo com o porte. Assim, vão desde os pequenos modelos urbanos de baixa cilindrada (como o Fiat Siena) até os enormes e luxuosos modelos da Rolls Royce, sem esquecer as limusines (sedãs alongados).
Cupês:
Na maioria de caráter esportivo, os cupês têm como características marcantes o fato de ter apenas duas portas e pequenas janelas laterais, sempre com três volumes como os sedãs. Além disso, a parte traseira do teto é mais baixa do que a dianteira. Entre os mais famosos cupês que existem atualmente estão o Porsche 911 e a Ferrari 456 GT. Há opções mais acessíveis, como o Peugeot 406 Coupé V6 e o Volvo C 70.
Hatchbacks:
Caracterizam-se por ter dois volumes bem definidos - o cofre do motor e a traseira, que inclui habitáculo e porta-malas. A tampa do porta-malas sempre dá acesso ao habitáculo, por isso os carros são considerados três-portas ou cinco-portas. Estão entre os automóveis mais vendidos atualmente e são encontrados em inúmeras versões, desde os "populares" com motor 1.0 até o BMW 323 ti Compact.
Ainda no segmento de hatchs existe uma subdivisão: a dos notchbaks, que se caracterizam por apresentar uma pequena saliência no perfil da traseira, menor do que a de um sedã (o Escort é um exemplo disso). Por isso eles são chamados de carros de dois volumes e meio.
Peruas:
Também conhecidas como stations wagons, são consideradas carros familiares, geralmente derivadas de carros de passeio (sedãs ou hatchbacks). O espaço generoso no porta-malas é o que mais caracteriza esse tipo de carro. Variam conforme o tamanho e o nível de potência. São vários os exemplos, desde a conhecida VW Parati até a veloz Audi Avant RS4.
Conversíveis:
Sonho de muita gente, os conversíveis podem ser dirigidos com ou sem capota, podem ter dois ou três lugares no banco traseiro e diferenciam-se dos roadsters pelo maior porte. Eles podem ser derivados de carros de passeio, como os antigos Escort e Kadett vendidos no Brasil, ou de cupês esportivos, como o Jaguar XK8, por exemplo.
Targas:
Outra variação desses carros feitos para aproveitar os dias ensolarados são os modelos targa, projetados para transportar duas pessoas assim como os roadsters. O que o diferencia dos demais modelos é a capota metálica de formato retangular que não pode ser retrátil mas apenas retirada como se estivesse removendo a capota de um carro de teto rígido. A extinta Ferrari 348 TS é um exemplo de targa, assim como algumas versões do Porsche 911 Carrera.
Roadsters:
Esses pequenos esportivos com capota retrátil e comportamento agressivo são geralmente impulsionados por motores compactos e potentes. Feitos para levar apenas duas pessoas, eles praticamente não têm espaço atrás dos bancos. O Audi TT é classificado como um roadster. Existem ainda os modelos do tipo "spider", como o Alfa Romeo Spider, que têm uma pequeno espaço para bagagem atrás dos bancos dianteiros.
Utilitários-esportivos:
Fenômeno de vendas dos anos 90, os utilitários-esportivos podem ser dirigidos tanto em trechos de terra como no asfalto com conforto e segurança. Itens sofisticados como bancos de couro com regulagem elétrica, sistema de controle de tração, além de ar-condicionado e controlador de velocidade, costumam fazer parte da lista de equipamentos. O Range Rover é um exemplo entre os utilitários-esportivos.
Jipes:
Rústicos e voltados à utilização em terrenos acidentados, esses utilitários compactos e resistentes são sempre equipados com tração integral. O nome "jipe" vem da pronúncia da sigla "GP" (General Propouse), que significa veículo de todo-terreno. A marca Jeep foi registrada pela Chrysler, que fabrica o jipe Wrangler.
Vans:
Dentro do segmento de vans, encontram-se as que são geralmente usadas como transporte coletivo como a Kia Besta. A prioridade é o espaço interno e a resistência da parte mecânica. Assim, os motores a diesel e as suspensões de eixo rígido geralmente fazem parte do projeto. Há também as mais sofisticadas e confortáveis, voltadas para transporte de executivos ou para agências de turismo.
Minivans:
Segmento novo, conhecido no exterior por MPV (de multi purpose vehicles). As minivans são peruas monovolumes montadas sobre a plataforma de carros de passeio grandes (como a Chrylser Caravan) ou médios (como a Renault Scénic). Costumam ser espaçosas, versáteis na configuração dos bancos e com boa altura de dirigir, além de grande área envidraçada. Por isso vêm conquistando cada vez mais adeptos em todo o mundo, roubando compradores das tradicionais peruas.
Furgões:
Veículos de trabalho derivados de carros de passeio ou vans, caracterizam-se por uma área de carga bem separada da área de passageiros, geralmente com vidros pintados. Vão desde o pequeno Fiat Fiorino (também chamados de furgonetas) até o grandalhão Fiat Ducato.
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