A Europa é um prato cheio para os apaixonados por velocidade. Berço da Fórmula 1 e de montadoras lendárias, o Velho Continente carrega toda a magia e o "glamour" do mundo dos automóveis. É principalmente na Alemanha e Itália que os fabricantes têm museus com modelos históricos e muita informação sobre o passado, assim como nos Estados Unidos. Mas os aficionados não precisam ir tão longe, já que o sul do Brasil reserva bons espaços para os clássicos.
Veja álbum de fotos.
Na galeria de cada montadora, além da exposição dos principais carros, há vídeos e livros. Numa viagem no tempo, os fabricantes exibem protótipos ou simulações virtuais, para mostrar um pouco das inovações que pretendem adotar no futuro. Ainda entre as atrações estão as lojas que vendem lembranças para ficarem guardadas como recordação da visita a esses templos de culto ao automóvel.
BRASIL
O brasileiro não precisa sair do País para visitar museus de automóveis bem montados. Por aqui, também existem algumas opções para os aficionados, principalmente nos três estados do sul. O Museu do Automóvel do Paraná, em Curitiba, é a maior galeria automotiva nacional e tem como maior atração a exposição de carros clássicos. Os interessados podem obter mais informações pelo telefone (41) 335-1440. Em Aracanguá (SC), há o Relicar Clube, cujo foco principal também fica por conta de modelos que fizeram história. O telefone de lá é (48) 524-0071.
Um dos museus mais interessantes do Brasil fica em Gramado (RS). Trata-se do Hollywood Dream Cars, que exibe relíquias da indústria automobilística, modelos produzidos entre as décadas de 1920 e 1960. Entre os principais destaques estão raridades como o Ford Victoria 1956 (o único existente no Brasil), Buick e Pontiac 1951 e o Ford A, produzido em 1929. O Hollywood Dreams Cars atrai visitantes de todo o mundo, que pagam R$ 7 a entrada. O telefone para informações é (54) 286 4515.
ESTADOS UNIDOS
O Henry Ford Museum, considerado um dos maiores museus dos Estados Unidos, faz parte da lista básica dos passeios turísticos de Detroit. Na sala principal da galeria, estão expostos os principais modelos da história da marca, a primeira a colocar um carro em linha de produção, o Ford T - eleito o "carro do século". Outro destaque é a Limousine Lincoln Continental 1961, totalmente blindada: esse é o carro no qual o presidente John Kennedy foi assassinado, em 1963.
Depois dessa tragédia, o Lincoln foi reformado e voltou a servir outros chefes de Estado, como o presidente Jimmy Carter. O primeiro Ford Mustang produzido em série também está lá, assim como o GT 40 que venceu quatro vezes a corrida 24 Horas de Le Mans, na França. Outra atração do mundo dos automóveis americanos é o lendário modelo Chevrolet Corvette, que tem um museu exclusivo na cidade de Bowling Green, no estado de Kentucky. Entre os destaques da galeria, está o primeiro de todos os Corvettes. O carro foi produzido em 1953 e conta com motor de 6 cilindros e câmbio automático.
Há também um modelo de 1962, considerado o ícone americano, que foi usado em uma viagem pela Route 66 (Rota 66), a estrada que corta os Estados Unidos. Para finalizar esse momento de culto à história do automóvel, que tal uma visita ao Autódromo de Indianápolis, o templo da velocidade? Junto ao circuito, o visitante encontra um museu com exposição de cerca de 30 carros que já venceram uma das corridas mais tradicionais, junto com o GP de Mônaco e as 24 Horas de Le Mans.
EUROPA
A Itália é um centro de referência aos automóveis esportivos. Parte desta fama vem da pequena cidade de Maranello, onde fica a exclusiva linha de produção da Ferrari. A 300 metros da planta, os apaixonados encontram a Galeria Ferrari, um museu que conta a história da quase sexagenária marca do cavalo empinado. O destaque fica por conta da sala "escritório de Enzo Ferrari", o fundador da marca.
Lá, o visitante encontra objetos de Enzo que foram essenciais para a concepção dos esportivos mais desejados do planeta. Há também uma parte dedicada ao automobilismo, modalidade esportiva na qual a Ferrari tem grande tradição. A marca expõe em sua galeria todos os monopostos que foram campeões da Fórmula 1, entre eles os de John Suters (1963/1964) e Michael Schumacher (2000 a 2003). Outros destaques são os modelos concebidos em 1987 para a Fórmula Indy. Os carros nunca entraram na pista, mas mostram a vontade que Enzo Ferrari teve de competir na liga americana.
A Ferrari e seu museu têm importância fundamental para a cidade de Maranello, que se desenvolveu ao redor da planta da montadora. Hoje, o município recebe até 180 mil entusiastas da marca italiana por ano. Também na Itália, mas desta vez em Modena, os apaixonados por automóveis encontram mais um templo dos carros esportivos. No último andar do edifício da Lamborghini, está montado o museu da marca, inaugurado em 2002 no contexto da reestruturação e modernização da montadora promovida por sua atual proprietária, a Audi.
Os destaques do museu da marca fundada por Ferruccio Lamborghini são os protótipos Diablo Roadster e 350 GTV (restaurado recentemente), um Miura SV amarelo e o último exemplar do Countach. Os monopostos com os quais a lendária marca italiana disputou os campeonatos da Fórmula 1 também estão expostos para o público. Saindo da Itália, chegamos à Alemanha, país onde Audi, BMW e Mercedes atraem todos os olhares dos amantes de modelos luxuosos.
Em Munique, cidade matriz da BMW, a marca mantém um museu desde 1973. Um dos destaques é a sala de cinema de 100 lugares na qual são exibidos filmes que contam a trajetória da montadora. Em "The Satisfaction of Motorsport", a BMW mostra sua experiência vitoriosa no automobilismo, principalmente na Fórmula 1, categoria na qual atua em parceria com a equipe Williams como fornecedora de motores que rendem 900 cavalos de potência.
Um dos modelos mais interessantes do museu da marca alemã é um exemplar de 1936 do 326. Trata-se de um dos modelos que alcançou maior sucesso na Europa na década de 1930. Há também o 3/20 OS AM, primeiro carro desenvolvido inteiramente pela planta de Munique. Em Stuttgart, fica a sede e o museu da Mercedes-Benz. Inaugurado em 1936 e ampliando em 1985, a galeria traz um acervo de 90 automóveis, entre eles modelos recuperados da II Guerra Mundial, quando a Mercedes teve que remover seus clássicos da Europa para que eles ficassem em segurança.
Outro destaque é o Riding Car, único sobrevivente do incêndio na fábrica da DaimlerChrysler, em 1903. Em Ingolstadt, a Audi mantém o Museu Mobile, que traz exposição de 80 carros da marca com fundamento em seu lema clássico: "Na vanguarda da tecnologia". Na galeria, tudo é apresentado em movimento: as paredes se deslocam e os carros estão dispostos em elevadores. Um dos destaques é a exposição dos modelos DKW, que já circularam pelas ruas brasileiras na década de 1950. A marca é precursora da companhia das quatro argolas, junto com a Wanderer, a NSU e a Horch.
|
Veja um exemplo de viagem com duração de 10 dias, visitando Alemanha (Stuttgart e Munique) e a Itália ( Bolonha e Maranello). O pacote inclui: passagem aérea em classe econômica ( Curitiba/ Stuttgart / Bolonha - Curitiba ), 7 pernoites em apto duplo com banheiro privativo e café da manhã. Visitas aos museus da Mercedes-Benz, BMW e Ferrari. Preço por pessoa à partir de: parte aérea US$ 941 + tx de embarque . Parte terrestre 750 euros. Para mais informações falar com Rigon Viagens e Turismo (41) 3027-3559/3024-1269/3018-9290. Obs: preços sujeitos a alteração sem prévio aviso e disponibilidade de lugares
|