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 BMW 50729/08/2001 

 Jóia rara!
Texto: Carlos Guimarães
Fotos: Divulgação

Considerado um dos mais raros automóveis da história, o BMW 507 foi fabricado com o que a marca alemã tinha de mais avançado em meados dos anos 50, quando foi apresentado no Salão de Frankfurt. Além dos vários componentes de alumínio, as 252 unidades do 507 produzidas entre 1956 e 1959 tinham o desenho da carroceria assinado por Albert Goetz, autor das linhas de vários modelos de sucesso, como o Datsun 240Z e o Toyota 2000 GT - que já foi um dos carros do agente secreto James Bond, nos anos 60.

E por falar em 007, foi inspirado no 507 que o desenhista Henrik Fisker traçou as linhas do moderno BMW Z8, o carro que apareceu no mais recente filme da série, "The World is not Enough". Os detalhes estéticos do charmoso conversível alemão dos anos 50, como as entradas de ar cromadas nos pára-lamas e a larga grade dianteira bipartida, continuam presentes nos atuais conversíveis da marca alemã. Com linhas que traduziam a esportividade dos carros de corrida, o 507 podia ser equipado com rodas de cubo rápido (que facilitavam as trocas de pneu) e tinha uma capota metálica removível que o transformava em um cupê.

O interior simples (como todo legítimo roadster) contava com volante de quatro raios, instrumentação bem visível e acabamento de primeira, notada pelo carpete no assoalho e pelos bancos e painel revestidos de couro. A capota de lona instalada atrás dos bancos, presa por botões de pressão, ainda exigia a boa vontade de ser manuseada sem a ajuda de um mecanismo automático. Na época, o preço do 507 era mais alto que o do Porsche mais caro da época, embora fosse ligeiramente mais barato que o Mercedes-Benz 300 SL.

O exclusivo motor V8 3.2, feito totalmente de alumínio, era capaz de gerar 150 cavalos, potência que podia aumentar para 195 cv nos modelos exportados para os Estados Unidos. Para isso, além dos carburadores maiores, a taxa de compressão era aumentada, graças à gasolina de maior octanagem. Imbuído na emoção de estar ao volante do BMW mais cobiçado dos anos 50, o "piloto" podia trocar as quatro marchas do câmbio ZF com precisão, ajudado pela embreagem de acionamento hidráulico.

Nas curvas, a suspensão com eixo de torção mantinha o carro preso ao solo, e os freios a disco no eixo dianteiro com dois cilindros mestres transmitiam segurança nas frenagens. Mesmo sem muita potência, o 507 empolgava, com aceleração de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos e velocidade máxima de 218 km/h. Pisando fundo no acelerador, o bólido chegava a 160 km/h em apenas 23 segundos.


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