Texto: Carlos Guimarães
Fotos: Divulgação
Apresentado em meados de 1966, o Chevrolet Camaro é um dos cupês esportivos mais populares do mundo. Para decepção dos fãs, o lendário modelo norte-americano não será mais produzido a partir de setembro do ano que vem, encerrando 36 anos de glória como um dos mais importantes integrantes do restrito grupo dos chamados "muscle cars".
Considerado o eterno rival do Ford Mustang, tem uma história de sucesso tanto nas ruas como nas pistas. Apesar de sempre ter sido equipado com motores de alta cilindrada, sobreviveu às crises do petróleo, foi quatro vezes o carro-madrinha das 500 Milhas de Indianápolis e continua sendo fabricado até hoje nos Estados Unidos.
Os primeiros três anos de fabricação do Camaro são os preferidos pelos colecionadores. Desde o modelo básico, equipado com motor de seis cilindros em linha, o cupê norte-americano contava com itens como bancos esportivos de vinil, instrumentação completa e coluna de direção capaz de absorver impactos.
Mas a versão que mais chamava atenção nas ruas era a SS. Ela vinha equipada com motor V8 5.7 (cuja potência bruta atingia 295 cavalos) até meados de 1967, quando a GM lançou a lendária versão Z28. Identificada pelas duas faixas na carroceria, rasgava o asfalto com a força do motor V8 6.5 mostrando sua vocação esportiva. Com suspensão rígida, câmbio manual de quatro marchas e poderosos freios a disco, foi um dos carros que mais ganhou corridas no circuito Trans-Am.
No início dos anos 70 o Camaro chegava à segunda geração, com uma linha de modelos mais ampla. A versão mais em conta vinha com motor 4.0 de seis cilindros. A intermediária tinha motor V8 5.0 e a topo de linha contava com o "big block" V8 de 5,7 litros sob o longo capô. Outra novidade era o modelo RS, com um pacote especial de equipamentos e aerofólio sobre a tampa do porta-malas.
Em 1973 a versão de luxo LT começava a ser produzida. No ano seguinte, a fabricação do modelo Z28 era interrompida por três anos, sendo retomada em meados de 1977. Três anos depois, a GM decidia substituir o motor de seis cilindros em linha das versões básicas por um V6 mais eficiente, mas os modelos com oito cilindros em V continuavam sendo os preferidos.
A terceira geração do Camaro foi lançada em 1982 e tinha como modelo topo de linha o Z28 com motor V8 5.0, que no ano seguinte passou a ser acoplado a um câmbio de cinco marchas. Em 1985 surgia mais uma versão esportiva, a iROC, em comemoração aos campeões das provas de importância internacional que cruzaram a linha de chegada a bordo de um Camaro. Era equipada com injeção direta de combustível e com rodas de liga leve de 16 polegadas.
Em 1987 o modelo conversível voltava a ser produzido depois de 18 anos de interrupção, tornando-se um dos carros mais desejados da década de 80. Dois anos depois a sigla RS voltava à tona, agora como uma versão mais equipada do modelo básico, parecida com a Z28.
A década de 90 começava e o Camaro tornava-se um modelo mais prático e seguro. Passou a ser equipado com sistemas antifurto, duplo air bag, vedação especial para a versão conversível, entre outros itens. Eram sinais da importância da relação custo-benefício, principal atrativo dos modelos da quarta geração, iniciada em 1993, e que continua sendo produzida. Trata-se da linhagem que mais se aproxima do cupê Corvette, do qual herdou o motor V8 LT1 de 280 cavalos (que equipa a atual versão Z28).
Agora, com a decisão da GM de fechar a fábrica de Quebec (Canadá), onde ele é feito ao lado do Pontiac Firebird, o velho Camaro entra para o rol dos carros míticos que ficaram na saudade e no imaginário dos aficionados.
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