Texto: Carlos Guimarães
Fotos: Divulgação
Os carros que tinham a carroceria feita de aço e madeira surgiram no final da década de 40 nos Estados Unidos. Inspirados nos veículos do início do século XX , que serviam de transporte para levar os passageiros das estações de trem até os hotéis instalados na região central, tornaram-se uma forte tendência da indústria automobilística norte-americana até meados dos anos 50. Durante a 71º edição do Salão de Genebra (na Suíça), em março, foram exibidos em uma área especial alguns desses modelos que fizeram mais sucesso.
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Chevrolet Fleetline (esq.) e Chrysler Town & Country |
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Foram fabricados em várias versões, não apenas pelas três mais importantes marcas de carros norte-americanos (Ford, GM e Chrysler), mas também por fabricantes que fizeram sucesso no passado, com a Kaiser e a Nash. Entre os modelos mais interessantes estão os conversíveis Ford Sportmen e Chrysler Town & Country, além das peruas Mercury Station Wagon e De Soto Station Wagon. Havia também os cupês Chevrolet Fleetline e o Nash Ambassador, que contavam com as portas e a tampa do porta-malas feitos de madeira.
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De Soto Station Wagon (esq.) e Ford Sportsman |
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Apelidados nos Estados Unidos de "woodies" (referente a madeira em inglês), eles duraram pouco por causa da busca pela redução do custo de produção. Para efeito de comparação, o preço médio de uma porta de madeira era US$ 300, valor que caía para US$ 75 se o mesmo componente fosse feito de aço. A manutenção também ficava mais cara, assim como o preço de um reparo em caso de acidente. Desvalorizados, os modelos usados acabaram sendo muito procurados por surfistas adolescentes norte-americanos durante os anos 60. Nessa época era comum encontrar um desses carros com pranchas sendo levadas na capota.
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Lancia Aurelia (esq.) e Mercury Station Wagon |
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De repente, voltaram a estar em evidência graças ao trabalho paciente de restauração de alguns fãs desse tipo de carro (que não medem esforços para deixá-los exatamente como novos) e ao sucesso da banda Beach Boys, da qual tornaram-se um dos principais símbolos. Hoje, os raros exemplares chamam a atenção por onde passam, geralmente a caminho das mais importantes exposições de carros antigos, como a que foi montada em Genebra.
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Nash Ambassador (esq.) e Fiat 500 Giardiniera |
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