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 Jaguar Type-E30/01/2001 

 Esportivo inglês foi referência nos anos 60
Texto: Carlos Guimarães
Fotos: Divulgação

Os ingleses agitaram o mercado de carros esportivos ao apresentar o Jaguar E Type no Salão de Genebra, em 1961. Não apenas pelo desenho de linhas agressivas que chamavam a atenção pelo enorme capô, mas também pela estrutura leve, que contava com um subchassi tubular para abrigar o motor. Os freios a disco nas quatro rodas, a suspensão independente e a boa relação custo-benefício também de destacavam. Inspirado no modelo D Type de competição, deu muito trabalho para a concorrência até ser retirado de linha em meados dos anos 70.

Um detalhe curioso
eram as três palhetas do limpador
de pára-brisa

Os primeiros modelos vinham equipados com um motor 3.8 de seis cilindros em linha, capaz de desenvolver 265 cavalos de potência. Moderno para a época, já contava com cabeçote de alumínio com dois comandos de válvula e alimentação por três carburadores horizontais. Em 1964 foi lançado o modelo 4.2, ainda com seis cilindros, mas que produzia mais torque mantendo a mesma potência da versão de menor cilindrada. Naquele ano, o carro passou a ter um câmbio manual com quatro marchas sincronizadas, tornando-o mais fácil e agradável de ser dirigido.

No ano seguinte surgia o modelo cupê, claramente voltado para o mercado norte-americano. As opções de motor continuavam as mesmas (3.8 ou 4.2, ambos de seis cilindros em linha), mas o câmbio podia ser automático de três marchas. Como parte dos modelos da primeira série, ainda exibia os belos faróis cobertos por uma proteção plástica transparente, um dos ícones de esportividade que entraram para a história do automóvel e que foram copiados por outras marcas.

Interior era luxuoso, mas os botões do painel confundiam
o motorista

Em 1968 começaram a ser produzidos os carros da segunda série, sem a proteção transparente nos faróis e com painel mais moderno. Os botões foram redesenhados, mas ainda causavam confusão ao ser acionados, já que estavam todos agrupados lado a lado. Um ano depois, o E Type recebia piscas dianteiros e lanternas traseiras maiores, instaladas sob os pára-choques. Outra mudança aconteceu nos bancos, que passaram a vir com encostos de cabeça como equipamento de série.

O modelo com motor V12 5.3 veio em 1971, quando o carro chegava à sua terceira série. A versão com câmbio automático também podia ser conversível. As rodas raiadas e a maior largura da grade dianteira também marcaram a última geração do E Type, que ainda seria produzido por quatro anos. Os 50 últimos carros que saíram da linha de montagem eram conversíveis pretos, com uma placa de identificação colocada no porta-luvas. Era o fim do esportivo que serviu de inspiração para o moderno XK8.

Terceira geração, nos anos 70, usava motor V12 5.3
de 300 cavalos


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