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Presidente da Audi fala sobre planos e carros elétricos

15/09/2011- Reportagem: Larissa Florêncio Aumentar Fonte A A A


Carsale - A 64ª edição do Salão do Automóvel de Frankfurt mostrou que o carro elétrico já é praticamente uma realidade. Quase todas as montadoras presentes ao evento este ano apresentaram carros e protótipos movidos com motores alimentados por baterias. A feira alemã não só exibiu os avanços tecnológicos das montadoras, como colocou esses veículos à disposição do público: cerca de 12 carros elétricos foram oferecidos aos visitantes para test-drive na área externa dos pavilhões. A Audi apresentou dois modeloso Urban Concept (um estudo de carro urbano futurista) e a nova geração do A2, com motor exclusivamente elétrico. Para falar sobre a evolução desses modelos na Europa, a repórter do Carsale Larissa Florêncio entrevistou com exclusividade Paulo Sérgio Kakinoff, presidente da Audi do Brasil, que apontou as tendências para os carros hídridos e elétricos no mercado mundial nos próximos anos.

Segundo o executivo, Munique tem despontado na Alemanha como cidade-laboratório para as novas soluções de mobilidade urbana. “Num futuro breve, os automóveis vão interagir entre si e com os sinais de trânsito por meio de telemetria por satélite.” Para ele, os carros elétricos passaram a ser prioridade para os engenheiros das montadoras na corrida pela busca de veículos cada vez menos poluentes.  “A tecnologia que se apresenta mais promissora é a de propulsão elétrica.” De acordo com sua previsão, dentro de dez anos o mercado mundial poderá ter de 10% a 15% da produção voltada para veículos exclusivamente movidos a eletricidade e a custos acessíveis à maior parte da população. Confira a seguir a íntegra da entrevista com o executivo da Audi

Carsale – Algumas cidades européias já apresentam projetos pilotos para a implantação de carros elétricos. O carro verde já é uma tendência mundial? “


Audi-  Existem muitas cidades no mundo, especialmente nos países mais desenvolvidos, que estão desenvolvendo projetos de implantação de veículos com propulsão elétrica. Na Alemanha, a cidade de Munique, as principais montadoras de ponta, inclusive a Audi, têm trabalhado junto com  autoridades do governo local no desenvolvimento de novas propostas de mobilidade, não só de propulsão elétrica, mas em sistemas de telemetria, de monitoramento das condições de trânsito, a interação do automóvel com a sinalização de trânsito. Nesse sentido, tem se despontado como uma cidade laboratório.

Carsale - Por que todos os fabricantes decidiram investir nessa tecnologia?


Audi- “O desenvolvimento do automóvel atualmente busca de forma obsessiva três direções de desenvolvimento. A primeira, emocional, que envolve design mais atraente, tecnologia embarcada de conectividade para entretenimento e telemetria na condução do automóvel. A segunda, é a segurança veicular para os ocupantes de veículos e pedestres, que passa pelo estágio de interação do automóvel com o tráfego. Num futuro breve, os carros vão “conversar” entre si nas ruas e também com os sinais de trânsito, por meio da telemetria via satélite, tornando a condução cada vez mais segura. A vertente mais atual de desenvolvimento,que é uma prioridade na lista dos desenvolvedores, são os veículos cada vez menos poluentes. A meta é que, no futuro, essa emissão seja zero. Nesse sentido, a tecnologia que se apresenta mais promissora é a tecnologia de propulsão elétrica. Praticamente todas as montadoras presentes ao Salão de Frankfurt estão mostrando veículos e projetos de carros elétricos. A propulsão elétrica ainda vai demorar para se transformar em uma solução em massa, porque existem muitos desafios tecnológicos e técnicos a serem superados,como o tamanho e autonomia das baterias, custo de produção, sistemas de recarga e infraestrutura para reabastecimento.


Mas, indiscutivelmente, é a solução que se apresenta no momento. A aplicação imediata dessa tecnologia são os veículos híbridos, que combinam a propulsão elétrica com motores a combustão, que estão cada vez mais eficientes.

Carsale - Quando o carro elétrico vai ser uma realidade acessível e ter produção em larga escala?


Audi- “As atuais projeções, que são consideradas otimistas, indicam que ainda teremos muito tempo pela frente até que haja uma solução massificada. Podemos encontrar um ou outro país ou mesmo cidade que tenha uma conjunção de fatores que permita a aplicação em maior escala desse tipo de solução. Não depende exclusivamente da produção do automóvel, mas da adequação, adaptação e criação de uma infraestrutura para atingir uma larga escala de carros exclusivamente elétricos. Dentro de dez anos, poderemos ter de 10% a 15% da produção voltada para veículos exclusivamente movidos a eletricidade e a custos acessíveis para a maior parte da população.

Carsale - No futuro, o carro elétrico ainda estará restrito ao uso individual nas grandes metrópoles?


Audi- “O foco principal do desenvolvimento dos projetos é para as grandes metrópoles. Isso faz com que o tema seja ainda mais urgente. Nas grandes metrópoles, há o problema dos congestionamentos e da maior concentração de emissões de poluentes. A indústria automobilística tem trabalhado com muita intensidade para tentar diminuir ao máximo esse prazo, a fim de tornar o automóvel elétrico uma opção viável e acessível para uma parcela significativa de consumidores. É possível que esse tempo se reduza até em função da urgência do tema, que é maior nas metrópoles e nas grandes cidades.

Carsale - Quais são as principais vantagens dos veículos elétricos em relação aos movidos a combustão?


Audi- “No atual estágio de desenvolvimento, é o nível de emissões de poluentes. A aplicação do carro em larga escala ainda não se mostra viável. Atualmente, o custo de produção e a manutenção são infinitamente mais caros que um veículo convencional. E há ainda muitas limitações, como a velocidade máxima alcançada e a autonomia sem recarga. A única vantagem são os baixos níveis de emissões no caso dos híbridos ou nenhuma emissão no caso dos elétricos. Hoje, frente ao volume de veículos produzidos pela indústria, os carros totalmente elétricos não passam de uma fração bem reduzida.

Carsale - Qual é, na sua opinião, o maior obstáculo para a implantação dos carros elétricos?


Audi-  “Além do aprimoramento da tecnologia em si, como o tamanho, custo de aquisição e de produção dessas baterias, há também o entrave de infraestrutura para recarregar uma frota de automóveis como a da Grande São Paulo, com 7 milhões de veículos. Estes são apenas dois de uma lista de 60 itens que dificultam a sua expansão. Para obter a mesma autonomia de um carro movido a combustível fóssil, que roda 700 a 800 quilômetros com um tanque, sem reabastecimento, a bateria teria que ter 3 metros de comprimento por 1,5 metro de largura e 30 cm de espessura.

Obviamente, seria inviável. Temos ainda uma distância muito grande até chegarmos a uma solução de bateria que possa oferecer a mesma performance de um carro com motor a combustão.  Mas a indústria vai chegar lá. O primeiro computador também tinha o tamanho de uma sala de cinema e fazia apenas as quatro operações. Hoje, você tem um chip de tamanho microscópico com capacidade de processamento um bilhão de vezes maior. Estes não são os únicos entraves, existem muitos outros, mas que dão uma boa dimensão da distância a ser percorrida.  A indústria trabalha de forma intensa para reduzir em muito essa projeção.

Carsale- Os carros híbridos poderão se tornar concorrentes em potencial dos elétricos?


Audi- “Os carros híbridos representam um estágio intermediário nesse desenvolvimento, também num percentual muito baixo de venda. São veículos caros para serem produzidos, mas que representam o estágio natural de transição. Teremos cada vez mais motores a combustão interna eficientes. Hoje, os motores movidos a combustíveis fósseis, como gasolina, diesel ou etanol, no caso do Brasil, são muito mais eficientes do que eram há dez anos. Marcas de ponta, de altíssima tecnologia, do segmento Premium, como a própria Audi, reduziram ao longo de dez anos de 60% a 70% o nível de emissões desses motores. O híbrido tem um nível de emissão ainda menor, e o elétrico, nível de emissões zero. É um estágio evolutivo que vai ocorrer em três frentes: motores a combustão cada vez mais eficientes, aprimoramento da tecnologia híbrida, e busca de uma solução tecnológica que possa tornar o carro totalmente elétrico viável e massificado. 

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