Líder do segmento de SUVs médios no mercado brasileiro há quatro anos, o Toyota SW4 estreia por aqui a nova geração, lançada na Ásia no final de 2015. Fabricado na Argentina, o modelo foi totalmente renovado, desde o chassi até o desenho externo. Mais refinado que o antecessor, o utilitário esportivo chega para assegurar a liderança da categoria e ainda por cima disputar clientes de modelos de marcas premium, como o Land Rover Discovery Sport.

O novo SW4 já começou a ser vendido em todo o país, a princípio, apenas na versão topo de linha SRX, equipada com câmbio automático de seis marchas com borboletas para trocas manuais e tração 4×4 com reduzida e acionamento eletrônico. As motorizações disponíveis são a 2.8 turbodiesel de 177 cv de potência a 3.400 rpm e 45,9 kgfm de torque entre 1.600 e 2.400 rpm e a 4.0 V6 a gasolina de 238 cv a 5.200 rpm e 38,3 kgfm a 3.800 rpm. Confira os preços abaixo:

SW4 SRX 4.0 V6 gasolina 238 cv 4×4 automático (7 lugares) – R$ 205.000
SW4 SRX 2.8 turbodiesel 177 cv 4×4 automático (5 lugares) – R$ 220.000
SW4 SRX 2.8 turbodiesel 177 cv 4×4 automático (7 lugares) – R$ 225.000

Embora seja baseado na nova geração da Hilux, o SW4 tem uma identidade visual própria para se distanciar da picape. O desenho que lembra alguns modelos da Lexus (divisão de luxo da Toyota) mostra alguma ousadia, como o para-choque dianteiro dividido por um vinco e faróis mais afilados e dotados de LEDs de condução diurna. A lateral tem como característica marcante o “degrau” formado nas portas traseiras. Uma das marcas registradas do desenho do SW4, a coluna C inclinada fica escondida atrás do vidro da terceira janela lateral. Já a traseira ganhou lanternas horizontais mais finas e compridas.

O interior do novo SW4 em nada lembra o do modelo antigo. O acabamento mais sofisticado entrega a intenção da Toyota de competir com modelo de marcas de luxo. O painel ganhou apliques que imitam madeira e metal e teve a central multimídia reposicionada – na Hilux a tela fica em posição superior, dando a impressão de estar solta. Há, inclusive, revestimento em couro na tampa do porta-luvas e no volante. A melhora no conforto pode ser observada também no ar-condicionado digital, que possui saídas no teto para as fileiras de trás com ajuste da intensidade da ventilação.

De série, o SW4 traz sete airbags, freios a disco nas quatro rodas com ABS (antitravamento) e EBD (distribuição eletrônica de frenagem), controles de estabilidade e tração, além de assistências eletrônicas de frenagens (BA), reboque (TSC), de partida em subidas (HAC) e de frenagem em descidas (DAC).

Em termos de conforto e conveniência, o SUV conta com bancos revestidos de couro, dois porta-luvas (um deles é refrigerado), porta-malas com abertura e fechamento automáticos, chave presencial, botão de partida do motor, central com tela de sete polegadas sensível ao toque, TV digital, MP3, DVD, Bluetooth, GPS e seis alto-falantes, entre outros.

O Carsale avaliou o novo SW4 turbodiesel de sete lugares em um rápido percurso off-road com diversos tipos de obstáculos, onde foi possível “forçar” o SUV em situações mais extremas que as enfrentadas pela grande maioria dos donos de utilitários esportivos dessa faixa de preços. Logo de cara é possível notar a evolução em todos os aspectos: acabamento, ergonomia, posição de dirigir, acesso aos comandos. O volante revestido de couro e com aplique que imita madeira tem regulagens de altura e profundidade e pegada melhor que a do SW4 da geração anterior. Outro ponto positivo é o botão do seletor eletrônico de tração no lugar da rústica alavanca do modelo anterior.

Rodando em trechos de terra e cascalho, o SW4 mostra que a Toyota se preocupou em melhorar o conforto. A suspensão é bem ajustada – agora é do tipo independente multilink na traseira – e absorve bem a maior parte dos impactos. O isolamento acústico também merece elogios, pois mesmo em situações que exigiram mais do veículo pouco se ouviu do motor.

Falando em motor, o novo conjunto mecânico do SW4 entregou desempenho suficiente para superar subidas íngremes, pequenos lamaçais e erosões. Graças ao torque entregue logo a 1.600 rpm, não foi preciso afundar o pé no acelerador para superar os obstáculos. Em algumas situações, bastou acionar o bloqueio de diferencial para não ficar atolado. O desempenho do SUV de 2.130 kg no circuito off-road só não foi superior pelo fato de os pneus de uso misto perderem a aderência rapidamente ao rodar sobre piso enlameado.

Como a Hilux, o SW4 também é dotado do botão que controla os modos de condução, alterando o mapeamento do motor – ECO (mais suave e econômico) e POWER (prioriza o desempenho).

Mais moderno e sofisticado, o novo SW4 aponta a sua mira para os modelos coreanos (Hyundai Santa Fe e Kia Sorento) no caso da variante com motor V6 a gasolina que, segundo a Toyota, responderá por apenas 5% das vendas. Já as configurações a diesel têm uma lista maior de concorrentes: Chevrolet Trailblazer, Mitsubishi Pajero Dakar e Pajero Full, chegando ao Land Rover Discovery Sport e Jeep Grand Cherokee. No total, a Toyota espera vender entre 8 mil e 9 mil unidades do novo SW4 nos próximos 12 meses, sem contar a versão equipada com motorização de quatro cilindros flex que chega no segundo semestre.

Fotos: Divulgação
Teste-drive a convite da Toyota