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Land Rover Freelander ganha projeto de som radical

Texto: Marcelo Goto
Fotos: Leandrini Acoustic Designs

A montadora britânica Land Rover é sinônimo de fora-de-estrada. Mas mesmo sendo referência no segmento off-road, muita gente sequer se atreve a jogar seus jipões na lama. Recentemente, a loja Leandrini Acoustic Designs, de São Paulo, especializada em projetos de personalização e som automotivo, transformou um utilitário esportivo Freelander, o modelo de entrada da marca, que dificilmente será visto fazendo trilhas longe do asfalto. Em vez disso, é bem provável que você esbarre com ele em uma balada da capital paulista.

“Quando iniciamos o projeto, o dono do Freelander queria que o visual fosse radical, mas que não chamasse tanta a atenção”, explica Willy Leandrini, um dos sócios da loja. Segundo ele, a personalização tinha de deixar o carro bonito, de bom gosto, mas que não fosse tão tuning. Em vez de rodas cromadas, o proprietário do jipão preferiu equipar o carro com jogo de acabamento polido, de 20 polegadas, calçado com pneus de perfil baixo 245/40 R20, mais para o asfalto do que para terrenos acidentados.

   

Mas é o sistema de som que mais chama a atenção nesse Land Rover. Ele tem sistema de som DTS 5.1 capaz de sintonizar emissoras de tevê, conector de iPod e dois monitores de DVD de 7 polegadas, nos encostos de cabeça dos bancos dianteiros. A aparelhagem permite que as telas exibam filmes ou programas de tevê, de forma independente, do que é mostrado no monitor instalado no console central. Segundo Willy, todo o equipamento é conectado por cabos fibra ótica. O som é despejado para a cabine por meio de dois subwoofers Alpine, de bobina dupla, de 1.000 WRMS, amplificados por dois módulos, também de 1.000 W RMS, para cada um dos alto-falantes. Como se não bastasse, as portas exibem dois kits de duas vias. No painel há um canal central Alpine de 1 din, logo abaixo do rádio.

Ao abrir a porta do bagageiro, a gente dá de cara com os três amplificadores: o que gerencia o sistema – um amplificador/processador DTS de cinco canais – está suspenso sobre uma tela de acrílico, a mesma que cobre os outros dois aparelhos mono, de 1.000 W RMS cada. Ambos estão acomodados em uma espécie de moldura com as extremidades cortadas em ângulo, ladeada por barras de acrílico pintado e perfurado. Tudo decorado com iluminação de LEDs (diodos emissores de luz) azulados. “É como se o amplificador do DTS estivesse flutuando no porta-malas, sobre os outros dois”, explica Willy. Os subs, por sua vez, estão cravados nas laterais, com os cones invertidos. “Era muito mais fácil criar um acabamento todo reto, mas decidimos criar um estilo mais moderno, com pontas chanfradas”, continua Willy.

Segundo ele, apesar de o equipamento ocupar parte da capacidade do bagageiro, o espaço pode ser usado normalmente. Outra vantagem do Freelander é que o estepe fica do lado de fora, e não sob o assoalho do porta-malas, facilitando o acesso ao pneu sobressalente. O gerenciamento do som é feito por meio de toques no monitor do painel. Por meio dessa função, é possível ligar e desligar os monitores dos encostos de cabeça dos bancos traseiros, o DVD player e acessar as músicas armazenadas no iPod. “Pelo sistema DTS é possível criar uma ambiência que dá a impressão de que você está em um local espaçoso. É diferente do equipamento de som montado em casa, em que você fica longe das caixas de som. No carro, você precisa criar uma sensação de que está longe mesmo com os alto-falantes do seu lado”.

Willy explica ainda que, nesse caso, é preciso equalizar o canal central, independentemente dos demais – dianteiro, traseiro e subwoofer. A mesma coisa acontece com os cortes de freqüência. “O destaque nesse tipo de sistema é que o usuário pode interagir com o equipamento e tudo é feito por meio de toques no monitor”. Nesses aparelhos de última geração da Alpine, é possível ver, por exemplo, a temperatura e voltagem que eles estão trabalhando em tempo real. “Se acontecer alguma pane, ele (o sistema) vai avisar o usuário o tipo de problema por meio de indicações no monitor como, por exemplo, falta ou excesso de corrente elétrica, falta ou sobrecarga de voltagem ou impedância”, diz o empresário. A vantagem de se usar cabos de fibra ótica em vez dos tradicionais RCA é que, além de ocupar menos espaço, você não tem perdas e ruídos.

   

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