Texto: Teco Caliendo
Fotos: João Mantovani
O preparador Alexandre Caniato Neto, o Alê, já chega à sessão de fotos avisando: "Nesse Fase 4 o visual é diretamente ligado à performance. Além de um design atraente, as peças têm função. Tudo para acomodar intercooler grande, discos de freio, manômetros...." O termo "Fase 4" que o preparador usa ao falar do Mitsu Eclipse GS-T 2G (segunda geração, fabricada de 1995 a 1999) refere-se ao nível de preparação da caranga.
Alê é dono da oficina Tecnobox (SP) e criou programas de performance para o cupê esportivo. Os pacotes de alto rendimento são aplicados em etapas (de 1 a 4) e extraem de 30 a 190 cv adicionais do motor 2.0 16V turbo de 210 cv.
As rodas Mille Miglia (MM-EVR de aro 18"), por exemplo, foram adotadas para acomodar os enormes discos de freio - de 330 mm de diâmetro, slotados e perfurados. O pára-choque dianteiro também foi concebido para acomodar o enorme intercooler, nova pressurização com 2,25" de diâmetro e o filtro de ar. Este, foi deslocado para a esquerda - lugar originalmente destinado ao pequeno intercooler de fábrica. Como o visual ficaria desequilibrado, o dono do carro acabou trocando o pára-choque traseiro e as saias laterais. Finalizam as alterações faróis com máscara preta e angel eyes e as lanternas traseiras com lente transparente.
No interior, uma combinação de bom gosto entre luxo e performance: bancos de couro cinza e instrumentos originais com fundo branco contrastam com os manômetros de turbo e combustível e hallmeter com fundo prata da SPA. Manoplas de câmbio e de freio de mão são da Shutt.
Um acessório curioso instalado no console é o painel de controle do AVC-R, da marca japonesa A'PEX i. Trata-se de um módulo eletrônico programável de controle da pressão de turbo que oferece três níveis diferentes: dois boosters e um overboost, por tempo.
Além de um controle preciso de pressão, o equipamento usa um atuador eletrônico que interfere no funcionamento da válvula de alívio. Este processador mantém a válvula fechada até o limite da pressão programada, liberando o diafragma rapidamente. Abriu a válvula (e a pressão começa a cair), nova intervenção do AVC-R, dessa vez fechando a peça.
O processo de monitoramento de pressão (em milisegundos) nunca pára e o turbo trabalha sempre com rendimento máximo, sem nenhuma perda de pressão!
Esse é um dos motivos que fizeram esse Fase 4...