Texto: Péricles Malheiros
Fotos: Cleber Bonato
As fábricas japonesas conseguiram uma ótima reputação com seus carros esportivos. Um dos mais adorados desde seu lançamento é o Subaru Impreza WRX. Com um motor boxer 2.0 Turbo de 217 cv, tração integral e distribuição de peso próxima do ideal (60% na dianteira e 40% na traseira), o oriental é equilibrado em curvas e frenagens e suficientemente rápido e veloz para a maioria dos seres humanos "comuns".
Fábio Pagnozzi, empresário de São Paulo, está na categoria em que o WRX original já não provoca tantas emoções. Após andar por algum tempo com seu Impreza 2002 preto, com poucas alterações, resolveu radicalizar e montou um verdadeiro guerreiro, capaz de lutar com qualquer arma, em todo o tipo de terreno, quando o assunto é "carangas alteradas".
A armadura é radical! Pintura laranja perolizada (80% de tinta pérola), maçanetas removidas (shaved), além de aerofólio e capa dos faróis de neblina do irmão STI, que um dia foi mais forte. O escudo do guerreiro é o capô de fibra de carbono da americana VIS Racing, importado pela Herrera Motors (SP). Todo o trabalho de funilaria e pintura foi realizada por Marcel Romanholi, da Torimek Reparadora (SP).
O armamento usado por esse lutador veio de lugares distantes e todo o arsenal foi montado por um dos mestres de performance no Brasil, o preparador Bruno Herrera.
O dono da Herrera Motors (SP) removeu a mecânica original 2.0. No lugar, instalou um motor 2.5 da versão STI, reforçado por bielas Crower e pistões JE forjados. Todos esses componentes foram importados dos States pela preparadora.
A arma principal é o turbo Garrett GT 30 R com rolamentos no eixo, fixado ao coletor dimensionado e tubo de ligação (up pipe) de aço inox, mesmo material do escape de 3" com abafador e da ponteira de 5" Giba.
Quem controla todo esse material bélico é o módulo programável do tipo "piggyback" (ele intervém no sinal do módulo original) Unichip, feito na Africa do Sul. A alimentação é tarefa para duas bombas de combustível externas Savor e bicos STI.
Um dos pontos críticos do oriental (acima dos 300 cv) é a transmissão. A fraqueza foi eliminada com embreagem Exedy de duplo disco cerâmico e câmbio Sapinho de cinco marchas.
Deixar o guerreiro mostrar do que é capaz é uma experiência impressionante. A letargia para sair do lugar do 2.0, ocasionada pelo escape com coletor restritivo e três catalisadores e falta de fôlego depois...
Leia a íntegra dessa matéria na FULLPOWER 31 Nas bancas.