Penélope poderosa
Texto: Ricardo Tadeu
Foto: João Mantovani
Palio repleto de toques femininos como pintura rosa com aplicação "fantasma" para cobrir a carroceria alargada. Interior prá lá de personalizado, sonzeira forte e motor turbinado estão presentes para detonar em exposições e campeonatos...
Nos últimos tempos, uma reviravolta levou as mulheres a ocuparem novos espaços na sociedade, sejam profissionais ou não. Um desses universos "invadidos" é o dos automóveis, inclusive os modificados. De olho nos últimos eventos, podemos encontrar inúmeros carros com toques femininos. Os veículos mostram delicadeza com bichos de pelúcia e abuso da cor rosa. Este é o caso da "tuning girl" Silvia Oliveira, de São Paulo (SP). "Gosto muito de carros mexidos. É um vício!", conta ela, que começou a alterar veículos ao comprar um Chevrolet Kadett. Logo depois veio este Palio ELX 2001, originalmente vermelho.
Na Dimension Xtreme Customs, da capital paulista, o projeto ficou sob controle dos "hermanos" Juliano e Daniel Barbosa: o Palio evoluiu. Os pára-lamas foram alargados na lata e acomodam numa boa as novas rodas TSW X-Treme de 17", calçadas com pneus 195/40. Saias laterais acompanham o novo shape do Fiat, agora mais baixo em cerca de 5 centímetros: como se trata de um sistema de rosca (Fênix, SP) está regulado nessa altura mas pode ser socado até o talo.
A grade dianteira foi fechada enquanto o capô foi alongado no estilo bad-girl. "É diferente do comum: foi alongado com linhas redondas, num toque feminino", brinca Juliano. Os novos pára-choques confeccionados em fibra de vidro são da KM Tuning. Ambos foram aumentados em suas laterais para "casarem" com os pára-lamas. Na cabine de pintura dos irmãos, o Palio ganhou uma das principais modificações do projeto: a pintura.
"Para chegar nesse tom de rosa, criamos uma tinta poliéster com pigmentos de cosméticos", conta Daniel. Por toda carroceria, aparecem 48 grafias fantasmas (os famosos ghost's): são flores, corações, estrelas e as palavras Tuning Girl, denominação criada por Silvia. Juliano explica a técnica fantasmagórica: "Após criar a tinta, fazemos um tom ligeiramente mais escuro para grafitarmos. Depois, cobrimos tudo com a tinta da carroceria", explica. Para trazer o brilho de volta, foram necessárias oito camadas de verniz.
Debaixo do capô deste rosado está um quatro cilindros Fire 1.0 8V, turbinado por Emerson "Gordo" Soares, da Nascar Power Chips, de São Bernardo do Campo (SP). O novo alimentador é um turbo Master Power T2 e trabalha com pressão de 0,5 kg. A gasolina entra no tanque e passa pelos bicos com vazão 70% maior que a original. Um dosador HPI entrou em cena. "Alguns preparadores julgam ele muito grande, mas caso a pressão aumente 'do nada' ele segura a bronca e não compromete a saúde do motor", conta Gordo. Todo o escape é de 2,5", obra da Binho Escapes de São Paulo (SP). A potência passou dos 55 cv originais para...
Veja íntegra desta matéria na edição 48 de FULLPOWER.